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      <subject>Lei n. 1.802, de 5 de janeiro de 1953, art. 53</subject>
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        Dimensão: 266 folhas, 1 volume, 1 anexo<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
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              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
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              <p>Publicado</p>
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              <p>O presente processo traz desdobramentos do Episódio do Riocentro.<lb/>O Exmº Sr. Procurador-Geral da Justiça Militar, nos termos dos artigos 116, inciso I, e 123 da Lei Complementar nº 75/93, oferece Denúncia contra o General-de-Divisão da Reserva Remunerada do Exército, como incurso no artigo 346 do Código Penal Militar.<lb/>O Ministro Marco Aurélio do STF defere liminar nos autos do HC nº 80085 a fim de suspender a Audiência de Qualificação e Interrogatório do Gen Div Rfm Ex. Nega-se provimento ao  Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 80.085-8 Rio de Janeiro do STF que tinha o Ministério Público Federal como agravante, baseado no pressuposto de que "se o processo, no qual teria restado configurado o falso testemunho, foi fulminado pela conclusão de esbarrar no pressuposto negativo de desenvolvimento válido, que é a coisa julgada, descabe potencializar a natureza do crime de falso testemunho - formal - para pretender a sequência da persecução criminal."<lb/>Em 16 de maio de 2001 transita em julgado o Despacho do Ministro-Relator do caso no STM que determinava o cumprimento da decisão do STF nos autos do HC nº80.085-8, publicada no Diário da Justiça de 11 de setembro, que mandava arquivar os autos da Ação Penal Originária nº 47-5/DF.</p>
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              <persname role="Relator(a)" id="atom_1717659_actor">Flavio Flores da Cunha Bierrenbach </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1717661_actor">Newton Araújo de Oliveira e Cruz </persname>
              <name role="Produtor" id="atom_1717663_actor">Procuradoria Geral da Justiça Militar </name>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1717673_actor">Kleber de Carvalho Coêlho </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1717700_actor">Clovis Sahione de Araujo </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1717703_actor">Adriana Lorandi Ferreira Carneiro </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1717708_actor">Marisa Terezinha Cauduro da Silva </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1717774_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Falso testemunho (DPM)</subject>
              <subject>Ação Penal Originária</subject>
              <subject>Arquivamento</subject>
              <geogname>Distrito Federal (DF)</geogname>
              <geogname>Riocentro</geogname>
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              <p>Processo em bom estado de conservação.</p>
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              <p>
                <date>Descrição: Rita Porto, em 19/03/2026</date>
              </p>
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              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
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              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
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          <p>Publicado</p>
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            <p>Publicado</p>
          </odd>
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              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Habeas Corpus n. 28.451/1966</unittitle>
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        Dimensão: 57 folhas, 1 volume,<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
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                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
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              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
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              <p>Publicado</p>
            </odd>
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              <p>Impetra ordem de Habeas Corpus pedindo para ser excluído do processo.</p>
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              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1520738_actor">Heleno Cláudio Fragoso </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_1520739_actor">Gabriel Grun Moss </persname>
              <persname role="Relator(a) para o acórdão" id="atom_1520741_actor">João Romeiro Neto* </persname>
              <persname role="Paciente" id="atom_1520747_actor">Jacob Horowicz </persname>
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              <subject>Habeas Corpus, deferimento</subject>
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              <subject>Inépcia da denúncia</subject>
              <geogname>Rio de Janeiro (GB)</geogname>
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              <p>Processo com manchas e folhas quebradiças</p>
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              <p>
                <date>Descrito por: Rita Porto, em 22/10/2024<lb/>Revisado por: Deisidy Luz, em 24/10/2024</date>
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              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
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        Dimensão: 114 folhas, 1 volume.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
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                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
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              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Habeas Corpus impetrado a partir de ordem de advogado, instituído pela esposa do paciente, que em 1971 no Rio de Janeiro foi  preso por agentes de segurança, sem que fosse sabido quais infrações e de que natureza lhe estavam sendo atribuídas, e através deste, foi solicitada a concessão da ordem para que seja posto em liberdade. O acusado de subversão e atentado contra  a segurança nacional, teve apresentadas  em sua defesa  manchetes de jornais, depoimentos e demais comprovações da violação de sua liberdade, o único comprovante de fato , conta neste volume como um recibo do veículo apreendido no pátio de uma das forças o exército que era de património do mesmo. Em resposta à ordem, a força militar informou que o paciente cometeu fuga em uma transferência de unidade, não estando mais sob jurisdição de nenhum comando. Em face das informações levadas à tribunal, de que o acusado já não se encontrava preso, o Egrégio Tribunal em sessão, julgou por unanimidade de votos  prejudicado o pedido de Habeas Corpus, sem prejuízo de apuração, na forma da lei e dos fatos objetos da diligência em curso.</p>
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              <corpname role="Produtor" id="atom_1526774_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
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              <persname role="Relator(a)" id="atom_1526780_actor">Jurandir de Bizarria Mamede </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1526781_actor">Ruy de Lima Pessoa* </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1526782_actor">Lino Machado Filho </persname>
              <persname role="Paciente" id="atom_1526783_actor">Rubens Beyrodt Paiva </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1527078_actor">Jacy Guimarães Pinheiro* </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Subversão</subject>
              <subject>Crime contra a segurança nacional</subject>
              <subject>Preso Político</subject>
              <subject>Habeas Corpus, Perda do objeto</subject>
              <geogname>Guanabara (GB) - Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
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              <p>Processo em bom estado geral de conservação. Contudo apresenta manchas, intervenção restaurativa na capa e perda de suporte em algumas folhas.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrição: Guilherme Barbosa, em 17/03/2025.<lb/>Revisão: Rita Porto, em 17/03/2025.</date>
              </p>
            </processinfo>
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              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
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              <p>Sem restrição de reprodução</p>
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                <p>Publicado</p>
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                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
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              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
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              <p>Publicado</p>
            </odd>
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              <p>Advogado impetra Habeas Corpus a favor da paciente que alegou ter tido sua liberdade violada dentro de sua casa, junto a seus filhos, inclusive com a prisão de sua filha de quinze anos, que relata que teria sido separada dela durante a detenção e libertada no dia seguinte ao fato. Com a perda do objeto, após a paciente ter sido colocada em liberdade, o advogado solicita a desistência do pedido, alegando fazê-lo sem embargo de ter a paciente permanecido presa por mais de dez dias, de acordo com ele sem o cumprimento das formalidades legais e em regime de incomunicabilidade.</p>
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              <persname role="Relator(a)" id="atom_1527421_actor">Mário Cavalcanti de Albuquerque </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1527422_actor">Lino Machado Filho </persname>
              <persname role="Paciente" id="atom_1527423_actor">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1527429_actor">Maria Eliana Facciolla Paiva </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1527529_actor">Sylvio Barbosa Sampaio </persname>
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              <subject>Preso Político</subject>
              <subject>Habeas Corpus, Perda do objeto</subject>
              <subject>Habeas Corpus, desistência da ação, homologação</subject>
              <geogname>Guanabara (GB) - Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
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              <p>
                <date>Descrição: Guilherme Barbosa, em 18/03/2025.<lb/>Revisão: Rita Porto, em 19/03/2025.</date>
              </p>
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                <language langcode="por">português do Brasil</language>
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              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>O Ministro Armando Perdigão que atuava como Ministro-Presidente foi o autor do despacho de indeferimento deste volume, tendo em vista que o relator designado se encontrava em recesso. </p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_1527081_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
                <corpname id="atom_1527082_actor">Ministério do Exército*</corpname>
                <name id="atom_1527083_actor">Procuradoria Geral da Justiça Militar</name>
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            </did>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Advogado impetra Habeas Corpus a favor de paciente, ao alegar que o mesmo se encontrava preso desde o dia 20/01/1971 no 1º Batalhão do Exército. O impetrante solicita quebra de incomunicabilidade com  concessão da ordem para que o paciente fosse posto em liberdade,  além de pleitear o direito à cela especial em virtude de ser o paciente portador de diploma de terceiro grau. Na sequência requer a desistência do pedido de Habeas Corpus, que foi homologada, sem embargo do direito a uma nova solicitação. No que se refere ao pedido de envio do paciente à prisão especial, há indeferimento.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1527081_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1527082_actor">Ministério do Exército* </corpname>
              <name role="Produtor" id="atom_1527083_actor">Procuradoria Geral da Justiça Militar </name>
              <corpname role="Origem" id="atom_1527084_actor">1ª Batalhão de Policia do Exército </corpname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_1527086_actor">Gabriel Grun Moss </persname>
              <name role="Relator(a)" id="atom_1527087_actor">Armando Perdigão </name>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1527088_actor">Lino Machado Filho </persname>
              <persname role="Paciente" id="atom_1527089_actor">Rubens Beyrodt Paiva </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1527579_actor">Sylvio Barbosa Sampaio </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Subversão</subject>
              <subject>Crime contra a segurança nacional</subject>
              <subject>Preso Político</subject>
              <subject>Habeas Corpus, indeferimento</subject>
              <subject>Habeas Corpus, desistência da ação, homologação</subject>
              <geogname>Guanabara (GB) - Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo em bom estado geral de conservação. Apresenta manchas.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrição: Guilherme Barbosa, em 18/03/2025.<lb/>Revisão: Rita Porto, em 19/03/2025.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução</p>
            </userestrict>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos do Habeas Corpus 30.381/1971</unittitle>
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                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/9/0/0/900a8f47528208d92c31092d4f72ce9212a532de61b2b5c731e560d79c928f97/HC_30381__1971__RJ.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
          </c>
        </c>
        <c level="subseries">
          <did>
            <unittitle encodinganalog="3.1.2">Processos de Habeas Data</unittitle>
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          </did>
          <odd type="publicationStatus">
            <p>Publicado</p>
          </odd>
        </c>
      </c>
      <c level="series">
        <did>
          <unittitle encodinganalog="3.1.2">Julgar Apelações e Recursos</unittitle>
          <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003</unitid>
        </did>
        <odd type="publicationStatus">
          <p>Publicado</p>
        </odd>
        <c level="subseries">
          <did>
            <unittitle encodinganalog="3.1.2">Processos de Apelação</unittitle>
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          </did>
          <odd type="publicationStatus">
            <p>Publicado</p>
          </odd>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.413/1971</unittitle>
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              <unitdate normal="1969/1972" encodinganalog="3.1.3">20/11/1969 a 20/07/1972</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 344 folhas; 1 volume.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <repository>
                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
              </repository>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>Subversão
<lb/>Manifestação Publica
<lb/>Propaganda</p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_171968_actor">Auditoria da 6ª CJM (AUD6CJM)*</corpname>
                <corpname id="atom_171969_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
                <corpname id="atom_585716_actor">Auditoria da 6ª Região Militar (BA, SE, AL)</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-c3028b2984d553eb3d94ff867b840a80" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Sexta Circunscrição: Bahia e Sergipe, criada pela Lei 8.457 de 1992 (lei atual). Correspondeu à quinta circunscrição, pelo decreto 14.450 de 30 de outubro de 1920, abarcando os estados de Sergipe e da Bahia. Pelo decreto 17.231 de 26 de fevereiro de 1926, tornou-se a Sexta circunscrição, composta pelos mesmos estados e por uma auditoria com jurisdição no Exército e na Armada.<lb/>Com o decreto 925 de 2 de dezembro de 1938, cada Região Militar correspondeu a uma Auditoria, com jurisdição cumulativa no Exército e na Armada, Bahia e Sergipe passaram a ser a Sexta Região.<lb/>Por fim, com o Decreto 1.003 de 21 de outubro de 1969, lei de organização judiciaria militar, a Sexta circunscrição foi composta por Bahia e Sergipe e se criou uma auditoria.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-2eaf26312fd6418742d1eb93d8be5750" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com o advento do Decreto n. 24.803, de 14 de julho de 1934, ficou determinado que as Auditorias deveriam ter a denominação da respectiva Região Militar.<lb/>O Decreto n. 925, de 2 de dezembro de 1938, determinou que, para a administração da Justiça Militar, haveria, em cada Região, uma Auditoria com competência acumulada para as três Forças, sendo a 6ª Região Militar correspondente aos Estados de Bahia, Sergipe e Alagoas.<lb/>Em 4 de agosto de 1939, pelo Decreto-Lei n. 1.490, a Auditoria da 6ª Região Militar foi extinta, devido à redução ocorrida no efetivo da referida Região Militar e ao reduzido número de processos em andamento na Auditoria.<lb/>Para a extinção, foi considerada ainda a existência de uma Auditoria próxima – a Auditoria da 7ª Região Militar – que, por extensão de competência, poderia conhecer dos crimes ocorridos na 6ª Região Militar.<lb/>Em 21 de outubro de 1942, o Decreto-Lei n. 4.850 criou novamente a Auditoria da 6ª Região Militar, com jurisdição cumulativa no Exército, Marinha e Aeronáutica, determinando que a Auditoria da 7ª Região Militar continuaria a julgar os processos oriundos da 6ª Região Militar até ser instalada a respectiva Auditoria.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Civil acusado de, por meio de propagandas no seu ambiente de trabalho, tentar manipular por meio da subversão ao Governo da República e à ordem política do país. O réu foi absolvido, e a sentença foi apelada pelo MP, que, sem provas concretas do ato subversivo, teve a apelação negada, mantendo-se assim, então, a decisão da 1° Instância. (Salvador – BA, 20/11/1969.)</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <corpname role="Produtor" id="atom_171968_actor">Auditoria da 6ª CJM (AUD6CJM)* </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_171969_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_171976_actor">Waldemar Torres da Costa* </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_171977_actor">Jurandir de Bizarria Mamede </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_171978_actor">Mario Gomes dos Santos Filho* </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_171979_actor">Francisco de Assis Serrano Neves </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_171981_actor">Jairo Simões </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_585716_actor">Auditoria da 6ª Região Militar (BA, SE, AL) </corpname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Crime contra a ordem política e social</subject>
              <subject>Propaganda, crime político.</subject>
              <subject>Propaganda subversiva</subject>
              <subject>Primeira instância, absolvição.</subject>
              <subject>Segunda instância, sentença, confirmação</subject>
              <subject>Absolvição</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <geogname>Salvador</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo contém folhas manchadas, amareladas; algumas rasgadas ou quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Edgar (DOX), em 30/08/2018.<lb/>Revisado por Carlos César, em 28/10/2019.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://ouvidoria.stm.jus.br/auth</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução.</p>
            </userestrict>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 41.593/1977</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-41593/1977</unitid>
              <unitdate normal="1975/1979" encodinganalog="3.1.3">17/10/1975 a 14/03/1979</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 3.898 folhas; 14 volumes; 19 apensos.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <repository>
                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
              </repository>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>No teor da sentença (vol. 14, fls. 3546), registra-se que a investigação sobre a morte de Vladimir Herzog, embora conste dos autos do presente inquérito policial, já foi objeto de inquérito policial militar específico e da competente prestação jurisdicional na 1ª Auditoria da 2ª CJM.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>O relatório do inquérito policial (fls. 978/1048) indicia 105 pessoas, das quais o Ministério Público denunciou 76, pedindo o arquivamento do inquérito com relação aos 29 restantes.</p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_111372_actor">2ª Auditoria da 2ª CJM (2AUD2CJM)*</corpname>
                <corpname id="atom_1527101_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-507515598516f5b16515d19c89710ff4" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Segunda Circunscrição: São Paulo, criada pela Lei n. 8.457, de 1992 (lei atual). Correspondeu à Oitava Circunscrição, pelo Decreto n. 1.450, de 30 de outubro de 1920, abarcando os estados de São Paulo e Goyaz. Pelo Decreto n. 17.231, de 26 de fevereiro de 1926, tornou-se a Segunda Circunscrição, composta pelos mesmos estados.<lb/>Com o Decreto n. 925, de 2 de dezembro de 1938, cada Região Militar passou a compor uma Auditoria, com jurisdição cumulativa no Exército e na Armada. São Paulo e Goyaz se tornaram a Segunda Região.<lb/>Por fim, com o Decreto n. 1.003, de 21 de outubro de 1969, Lei de Organização Judiciária Militar, a Segunda Circunscrição foi composta apenas por São Paulo e se dividiu em duas auditorias. Goiás compôs a Décima Primeira Circunscrição juntamente com o Distrito Federal (Brasília).</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Os acusados, em número de setenta e seis, foram denunciados em 10 de março de 1976 por ações subversivas, objetivando a reorganização do Partido Comunista Brasileiro.<lb/>O inquérito traz as peças referentes à morte de Vladimir Herzog, ocorrida no DOI/II (fls. 818/842).</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <corpname role="Produtor" id="atom_111372_actor">2ª Auditoria da 2ª CJM (2AUD2CJM)* </corpname>
              <corpname role="Origem" id="atom_111381_actor">Partido Comunista Brasileiro </corpname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_111382_actor">Waldemar Torres da Costa* </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_111384_actor">Octávio José Sampaio Fernandes* </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_111385_actor">Nelson da Silva Machado Guimarães* </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111386_actor">Maria Regina Pasquale </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111387_actor">Belisário dos Santos Junior </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111388_actor">José Roberto Leal de Carvalho </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111391_actor">Celso de Lima Buzzoni </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111392_actor">Luiz Eduardo Greenhalgh </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111393_actor">Marcia Ramos de Souza </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111394_actor">José Carlos Dias </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111395_actor">Mário Simas </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111396_actor">Iberê Bandeira de Mello </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111398_actor">Paulo Eduardo Bueno </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111400_actor">Luiz Matias da Silva </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_111402_actor">Antonio Carlos Galvão Leite </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_111460_actor">Henrique Vailati Filho </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_111461_actor">Octavio Magalhães do Vabo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_111847_actor">Emilio Bonfante Demaria </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_111869_actor">Frederico Pessoa da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_111919_actor">João dos Santos Pereira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_111924_actor">Abidala Mustafá </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_111933_actor">Brasil Mirim </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_111941_actor">Diamantino Pereira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_111951_actor">Guilherme Breviglieri </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112299_actor">Lazaro de Campos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112304_actor">Orelio Sabadim </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112309_actor">Sarita D'Avila Melo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112314_actor">Dilea Frate Markun </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112319_actor">Marisa Saenz Leme </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112324_actor">Ana Maria Maduro Gonçalves Brandão Dias </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112329_actor">Stela Regina Franco Brandão </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112334_actor">Sandra Mara Nogueira Muller </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112339_actor">Zilda Marcia Gricoli </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112340_actor">Monika Staudacher </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112345_actor">Christina de Castro Mello </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112350_actor">Nancy Prestes Macedo Marcelino </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112359_actor">Sonia Maria de Oliveira Morozetti </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112364_actor">Lenita Nobuko Yassuda </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112367_actor">Alvaro Bandarra </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112387_actor">Antonio José da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112404_actor">Francisco José Cavalcanti de Albuquerque de Lacerda </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112442_actor">Manoel José Constantino </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112457_actor">Fernando José Dias </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112548_actor">José Hortêncio </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112554_actor">Roberto Calland Sales Costa </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112562_actor">Celia França Cândido </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112590_actor">José Luiz Magnani </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112595_actor">Rubem Severian Loureiro </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112600_actor">Anthony Jorge de Andrade Christo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112605_actor">Rui Cesar de Matos Messias </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112610_actor">Adelgido Justiniano de Paula </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112615_actor">Marinilda de Carvalho Marchi </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112620_actor">Geraldo da Silva Spinola </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112630_actor">Henrique D'Aragona Buzzoni </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112640_actor">Raimundo Lopes da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112645_actor">José Ferreira da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112650_actor">Francisco Siedler </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112656_actor">José Roberto Fanganiello Melhem </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112661_actor">Miguel Trefaut Urbano Rodrigues </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112677_actor">José Luiz Gonzales </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112692_actor">Luiz Guilherme de Moraes Monteiro </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112700_actor">Feliciano Eugenio Neto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112708_actor">Sergio Azevedo Fonseca </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112714_actor">George Benigno Jatahy Duque Estrada </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112723_actor">Paulo Sergio Markun </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112731_actor">Ernesto Correia de Melo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112736_actor">Rodolfo Osvaldo Konder </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112741_actor">Benauro Roberto de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112750_actor">Simão Lorente </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112755_actor">Luiz Martins de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112760_actor">Davi Rumel </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112765_actor">Maria Theresa Mac Nevin Egger Moellwald </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112770_actor">Florivaldo de Oliveira Cajé </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112775_actor">Luiz Wejs </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112780_actor">Osvaldo Rodrigues Cavignato </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112794_actor">Pedro Daniel de Souza </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112808_actor">Genivaldo Matias da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112818_actor">José Vidal Pola Galé </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112831_actor">Jafet Henrique de Carvalho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112845_actor">Carmen Sylvia Vidigal Moraes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112855_actor">Nanci Novo e Trigueiros </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112860_actor">Ricardo Artur Costa e Trigueiros </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112868_actor">Sergio Gomes da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112873_actor">Waldir José de Quadros </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112878_actor">Ubiratan de Paula Santos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112883_actor">Moacir de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112888_actor">Sidney Cândido da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112893_actor">Francisco Ferreira de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112898_actor">Luiz Gonzaga Elme </persname>
              <name role="Envolvido(a)" id="atom_112899_actor">Oswaldo Miranda Schonfelder </name>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112902_actor">Tadeu Alves </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112908_actor">Fernando Gomes da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112920_actor">Maximiliano Herlinger </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112925_actor">David Capistrano da Costa Filho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_112930_actor">José Carlos de Souza Alves </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_113129_actor">Antonio da Costa Gadelha Netto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_113152_actor">Ricardo de Moraes Monteiro </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_113206_actor">Osmar Gomes da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_113211_actor">Manoel Reinaldo Damazio Leal </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_113216_actor">Egon Heinz Misfeld </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_113221_actor">Francisco Augusto Lemos Cesar </persname>
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              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_113239_actor">Mario da Silva </persname>
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              <name role="Envolvido(a)" id="atom_113253_actor">Jayme Rodrigues Estrella Junior </name>
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              <subject>Crime contra a ordem política e social</subject>
              <subject>Crime contra a segurança nacional</subject>
              <subject>Partido político, organização, proibição.</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
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                <date>Descrito por Carlos César, em 10/09/2018.<lb/>Revisado por Rita Porto, em 18/03/2025.</date>
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              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
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              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
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              <unitdate normal="1979/1980" encodinganalog="3.1.3">07/08/1979 a 28/01/1980</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 460 folhas; 2 volumes.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_15203_actor">Auditoria da 11ª Região Militar (DF - Brasília -, GO)</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-ad4caea5c31a150daf2f3151a127c16d" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Em 7 de novembro de 1966, pelo Decreto-Lei n. 26, foi criada a Auditoria da 11ª Região Militar, com jurisdição cumulativa no Exército, Marinha e Aeronáutica e sede na Capital Federal (Brasília). Antes disso, deu-se, em 25 de abril de 1960, a criação da 11ª Região Militar, pelo Decreto n. 48.138, em conformidade com o artigo 3º do Decreto n. 41.186, de 20 de março de 1957 (Trata da organização das Forças Terrestres e dos órgãos Territoriais em tempo de paz), abrangendo os territórios do novo Distrito Federal, do Estado de Goiás e de porção do Triângulo Mineiro.<lb/>Em 21 de outubro de 1969, pelo Decreto-Lei n. 1.003, essa Auditoria passou a se denominar Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar, com jurisdição no Distrito Federal e Estado de Goiás.<lb/>Em 13 de janeiro de 1970, a sede da Auditoria foi instalada na Esplanada dos Ministérios, Bloco 6, 5º andar.<lb/>A instalação da Auditoria, à época, veio preencher uma lacuna existente, haja vista que o Superior Tribunal Militar ainda não havia sido transferido para a Capital Federal (Brasília).<lb/>Em 13 de fevereiro de 1973, a Auditoria passou a funcionar na Praça dos Tribunais Superiores, no Edifício-Sede do Superior Tribunal Militar, 8º andar.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Apelação referente a um grupo de civis que mediante uso de armas, sequestraram, em 1970, um avião Caravelle da companhia Cruzeiro do Sul, prefixo PP-PDZ, que efetuava o voo 114 - Montevidéu – Rio de Janeiro, determinando mudança de rota e pouso em Havana. São atribuídas também acusações pela distribuição de panfletos de caráter subversivo no interior da nave, apoderamento de duas malas diplomáticas pertencentes à Embaixada Brasileira e entregue a autoridades cubanas.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <corpname role="Produtor" id="atom_15203_actor">Auditoria da 11ª Região Militar (DF - Brasília -, GO) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15210_actor">James Allen Luz </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15216_actor">Cláudio Galeno Magalhães Linhares </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15222_actor">Athos Magno Costa e Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15228_actor">Isolde Sommer </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15234_actor">Marília Guimarães Freire </persname>
              <name role="Advogado(a)" id="atom_15249_actor">Ivon Faig Torre </name>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_15251_actor">Luiz Carlos Sigmaringa Seixas </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_43759_actor">Augusto Sussekind de Moraes Rego* </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei n. 6.620, de 17 de dezembro de 1978, art. 26</subject>
              <subject>Avião de transporte, sequestro.</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 898, de 29 de setembro de 1969, art. 28</subject>
              <subject>Aeronave, sequestro.</subject>
              <geogname>Montevidéu</geogname>
              <geogname>Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo contém páginas quebradiças e manchadas.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Paloma Borges, em 15/09/2017.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: &lt;https://ouvidoria.stm.jus.br/auth &gt;.</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
            </userestrict>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 36.149/1972</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-36149/1972</unitid>
              <unitdate normal="1964/1973" encodinganalog="3.1.3">30/10/1964 a 30/03/1973</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 1.837 folhas; 5 volumes; 1 apenso.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>Os réus foram acusados de compor um núcleo denominado “Frente de Mobilização Popular”, organizada e orientada pelo jornalista Paulo Schilling.
<lb/></p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_725524_actor">3ª Auditoria do Exército da 1ª Região Militar (RJ, ES)</corpname>
              </origination>
            </did>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Apelação à decisão do processo onde civis e militares foram acusados de, durante vários meses, anteriormente a 1º (primeiro) de abril de 1964, exercerem atividades subversivas junto aos sargentos do Exército, pela doutrinação política e ideológica, fazendo propaganda, aliciando e incitando militares, principalmente pela chamada “Frente de Mobilização Popular”, objetivando implantar no país um regime social e político contrário à ordem legal e constitucional.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16181_actor">Wilson Lopes de Souza </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16029_actor">Anivanir de Souza Leite </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16031_actor">Daltro Jacques D'Ornellas </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16033_actor">Deodato Batista Fabrício </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16035_actor">Dirceu Jacques D'Ornellas </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16037_actor">João Barbosa do Nascimento </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16039_actor">Manoel Francisco de Souza </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16041_actor">Osmar Preussler </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16043_actor">Oswaldo Siqueira de Almeida </persname>
              <name role="Advogado(a)" id="atom_16178_actor">Heráclito Fontoura Sobral Pinto </name>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16027_actor">Américo do Patrocínio </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16183_actor">Renato Dardeau de Albuquerque* </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16281_actor">Paulo Arguello da Costa </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16283_actor">Bento Afonso Pires Rubião </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16285_actor">Paulo Valle Vieira </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16287_actor">Marcelo Nunes de Alencar </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16289_actor">Modesto Silveira </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_16291_actor">Milton Sales </persname>
              <name role="Advogado(a)" id="atom_16361_actor">Oswaldo Ferreira de Mendoça Júnior </name>
              <corpname role="Produtor" id="atom_725524_actor">3ª Auditoria do Exército da 1ª Região Militar (RJ, ES) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16009_actor">Gelcy Rodrigues Correa </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15936_actor">Gecy de Oliveira Sarmento </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15940_actor">José Carlos Brandão Monteiro </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15944_actor">Max da Costa Santos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15946_actor">Paulo R. Schilling </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15948_actor">Rui Mauro Marini </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16001_actor">Antônio Albery Rodrigues de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16003_actor">Antônio Garcia Filho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16005_actor">Amadeu Felipe da Luz Ferreira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16007_actor">Araken Vaz Galvão </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_15934_actor">Érico Czaczkes Sachs </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16011_actor">Joel Félix de Figueiredo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16013_actor">José Werneck da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16015_actor">José Mem de Sá Roris </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16017_actor">Leony Lopes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16019_actor">Luiz Carlos dos Prazeres </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16021_actor">Manoel Raymundo Soares </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16023_actor">Afrânio de Sant'Ana </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_16025_actor">Almir Rodrigues Sales </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei n. 1.802, de 5 de Janeiro de 1953 art. 2</subject>
              <subject>Art. 133 do Código Penal Militar (1944)</subject>
              <subject>Art. 135 do Código Penal Militar (1944)</subject>
              <subject>Aliciamento, condenação</subject>
              <subject>Incitamento, condenação</subject>
              <subject>Incitamento</subject>
              <subject>Aliciamento</subject>
              <subject>Primeira instância, condenação</subject>
              <subject>Desclassificação do crime</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 314, de 13 de março de 1967, art. 33</subject>
              <subject>Apelação criminal, desprovimento.</subject>
              <subject>Primeira instância, decisão judicial, confirmação.</subject>
              <subject>Art. 134 do Código Penal Militar (1944)</subject>
              <geogname>Guanabara (GB) - Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo em bom estado de conservação.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Mayara Ramos, em 22/09/2017.<lb/>Revisado por Carlos César, em 17/08/2018.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
            </userestrict>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Volume 1</unittitle>
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              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Volume 2</unittitle>
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                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/5/b/4/5b4991172a194b6f9c9461ac718b6732c32123bc00349617ba385779ee445f86/Apela____o_36149__1972__RJ_-_V._2.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Volume 3</unittitle>
                <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-36149/1972-36149/1972</unitid>
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              </did>
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                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Volume 4</unittitle>
                <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-36149/1972-36149/1972</unitid>
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                <p>Publicado</p>
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                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Volume 5</unittitle>
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              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apenso 1</unittitle>
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              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
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              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.321/1970</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-38321/1970</unitid>
              <unitdate normal="1970/1974" encodinganalog="3.1.3">24/11/1970 a 19/07/1974</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 1.867 folhas; 7 volumes; 3 anexos.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
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                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
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              <note type="generalNote">
                <p>O fato aconteceu quando o diplomata passava com seu carro oficial pela rua Marques, na cidade do Rio de Janeiro, aproximadamente às 14h50, quando foi interceptado pelo carro do grupo.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>O embaixador passou 3 dias sob cárcere privado dos sequestradores.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>Na data do julgamento pelo Conselho Permanente de Justiça, os acusados Cid Queiroz Benjamim, Fernando Paulo Nagle Gabeira, Vera Silvia Araujo Magalhães achavam-se banidos do território nacional pelo Decreto n. 66.716, de 15 de junho de 1970, ficando suspenso o processo, quanto a esses réus, enquanto perdurasse o banimento conforme dispunha o § único do artigo 1º do Ato Institucional n. 13, de 5 de setembro de 1969.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>O Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria do Exército da 1ª CJM resolveu condenar uma parte do grupo às penas máximas do art. 16 do Decreto-Lei n. 314, de 13 de março de 1967, e art. 25 do Decreto-Lei n. 510, de 20 de março de 1969, aplicando-se-lhes também, nos termos do art. 62 da Lei n. 510/69, a suspensão de direitos políticos pelo prazo de 10 anos. Outros três membros do grupo foram condenados como incursos no aludido art. 25 do Decreto-Lei n. 510, de 20 de março de 1969 e absolvidos do crime previsto no art. 16 do Decreto-Lei n. 314, de 13 de março de 1967.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>Em grau de apelação, o Superior Tribunal Militar acordou em condenar o apelado Antonio Freitas da Silva também como incurso no art. 16 do Decreto-Lei n. 314, de 13 de março de 1967; confirmou a sentença dos demais réus condenados; e, para três condenados, reduziu para a um ano de reclusão a pena do crime do art. 16 do citado Decreto-Lei.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p><lb/><lb/><lb/><lb/>Imunidade diplomática, violação
<lb/>
<lb/>
<lb/></p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_13819_actor">1ª Auditoria do Exército da 1ª CJM (RJ e ES)*</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-e690354de3dfd33ec7a17b4de1233a38" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>A Lei n. 3.991, de 5 de janeiro de 1920, publicada no Boletim do Exército n. 286 na mesma data, autorizou a reorganização da Justiça Militar. Com isso, as Auditorias Militares puderam ser criadas.<lb/>Mediante o Decreto n. 14.450, de 30 de outubro de 1920, que aprovou o Código de Organização e Processo Militar, foram criadas 12 (doze) Circunscrições Judiciárias, sendo a 6ª Circunscrição correspondente aos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro e o Distrito Federal.<lb/>O Decreto n. 15.635, de 26 de agosto de 1922, que trouxe modificações ao Código de Organização e Processo Militar, manda observar o decreto anterior no tocante às Circunscrições Judiciárias.<lb/>Em 26 de fevereiro de 1926, o Decreto n. 17.231-A alterou para 11 (onze) o número de Circunscrições Judiciárias, passando então a corresponder a 1ª Circunscrição ao Distrito Federal e aos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Esse decreto estabeleceu ainda que a 1ª CJM tivesse cinco auditorias, sendo três do Exército e duas da Armada.<lb/>Com o advento do Decreto n. 24.803, de 14 de julho de 1934, ficou determinado que as Auditorias deveriam  ter a denominação da respectiva Região Militar. Logo, as Auditorias da 1ª CJM passaram a se denominar Auditorias da 1ª Região Militar. Esse decreto estabeleceu ainda que a 1ª Região Militar tivesse cinco auditorias, sendo três do Exército e duas da Marinha.<lb/>O Decreto n. 925, de 2 de dezembro de 1938, determinou que, para a administração da Justiça Militar, haveria, em cada Região, uma Auditoria com jurisdição cumulativa no Exército e na Armada. Mas, na Capital Federal, sede da 1ª Região, ficou estabelecido que haveria cinco auditorias, três com jurisdição privativa para os processos do Exército e duas para os da Armada.<lb/>Em 21 de outubro de 1969, o Decreto n. 1.003 dividiu o território nacional em doze Circunscrições Judiciárias Militares, sendo a 1ª Circunscrição constituída pelos Estados da Guanabara, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e as três auditorias relativas aos processos do Exército passaram a se denominar 1ª, 2ª e 3ª Auditorias do Exército da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, mas sem alteração na sua área de jurisdição, conforme instrução dada pela Lei n. 5.661, de 16 de junho de 1971.<lb/>Em 19 de outubro de 1993, pela Lei n. 8.719, voltaram a ter a denominação de 3ª, 4ª e 5ª Auditorias da 1ª CJM.<lb/>Em 19 de dezembro de 2001, com o advento da Lei n. 10.333, a 5ª Auditoria da 1ª CJM foi extinta.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Aos 4 de setembro de 1969, um grupo sequestrou o então embaixador dos Estados Unidos da América (EUA), Sr. Charles Elbrick, em troca de quinze presos políticos.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110393_actor">José Sebastião Rios de Moura </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_1717119_actor">Augusto Fragoso* </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110404_actor">Manoel Cyrillo de Oliveira Neto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110403_actor">Paulo de Tarso Venceslau </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110402_actor">Joaquim Câmara Ferreira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110401_actor">Virgilio Gomes da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110400_actor">Stuart Edgard Angel Jones </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110399_actor">Francisco Nelson Lopes de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110398_actor">José Roberto Spiegner </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110397_actor">Daniel Aarão Reis Filho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110396_actor">Sergio Rubens de Araujo Torres </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110395_actor">João Lopes Salgado </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110394_actor">Vera Silvia Araujo de Magalhães </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_13806_actor">Edival A. Piveta </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110392_actor">Helena Bocayuva Khair </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110391_actor">Antonio de Freitas Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110390_actor">Cid de Queiroz Benjamim </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110389_actor">Claudio Torres da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_110388_actor">Franklin de Souza Martins </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_13918_actor">Fernando Paulo Nagle Gabeira </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_13819_actor">1ª Auditoria do Exército da 1ª CJM (RJ e ES)* </corpname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_13817_actor">Gabriel Grun Moss </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_13815_actor">Waldemar Torres da Costa* </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_13810_actor">Georgenor Acylino de Lima Torres </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_13808_actor">Augusto Sussekind de Moraes Rego* </persname>
              <subject>Crime contra a segurança nacional</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Sequestro</subject>
              <subject>Embaixador, sequestro.</subject>
              <subject>Extorsão mediante sequestro</subject>
              <subject>Cárcere privado</subject>
              <subject>Imunidade diplomática, violação</subject>
              <subject>Sequestro, condenação</subject>
              <geogname>Guanabara (GB) - Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
              <geogname>Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com folhas manchadas, amareladas; algumas quebradiças ou apresentando rasgos.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Caroline Braga, 16/08/2017.<lb/>Revisado por Carlos César, em 22/08/2017.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: &lt;https://ouvidoria.stm.jus.br/auth &gt;.</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
            </userestrict>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.321/1970 - Volume 1</unittitle>
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              </did>
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                <p>Publicado</p>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.321/1970 - Volume 2</unittitle>
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              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.321/1970 - Anexo 1</unittitle>
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              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.321/1970 - Anexo 2</unittitle>
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              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.321/1970 - Anexo 3</unittitle>
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              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 41.777/1977</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-41777/1977</unitid>
              <unitdate normal="1977/1978" encodinganalog="3.1.3">21/09/1977 a 11/05/1978</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 251 folhas; 1 volume.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_120034_actor">1ª Auditoria da Marinha da 1ª CJM (RJ e ES)*</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-17bc2ae69be09c1f0bb6c27a2b7e0a4f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>A Lei n. 3.991, de 5 de janeiro de 1920, que foi publicada no Boletim do Exército n. 286 na mesma data, autorizou a reorganização da Justiça Militar, com isso as Auditorias Militares puderam ser criadas.<lb/>Mediante o Decreto n. 14.450, de 30 de outubro de 1920, que aprovou o Código de Organização e Processo Militar, foram criadas 12 (doze) Circunscrições Judiciárias, sendo a 6ª Circunscrição correspondente ao Distrito Federal e pelos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.<lb/>O Decreto n. 15.635, de 26 de agosto de 1922, que trouxe modificações ao Código de Organização e Processo Militar, manda observar o decreto anterior no tocante às Circunscrições Judiciárias.<lb/>Em 26 de fevereiro de 1926, o Decreto n. 17.231-A alterou para 11 (onze) Circunscrições Judiciárias, passando então a corresponder a 1ª Circunscrição ao Distrito Federal e pelos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.<lb/>O Decreto-Lei n. 925, de 2 de dezembro de 1938, dividiu a Primeira Circunscrição em cinco Auditorias: três com jurisdição no Exército e duas com jurisdição na Armada (Marinha).<lb/>Em 21 de outubro de 1969, pelo Decreto 1.003, essas duas últimas passaram a se denominar respectivamente 1ª, 2ª Auditorias da Marinha da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, mas sem alterar a área de jurisdição.<lb/>Em 19 de outubro de 1993, pela Lei n. 8.719, foram denominadas respectivamente de 1ª e 2ª Auditorias da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, denominação que se manteve inalterada com o advento da Lei 10.333, de 19 de dezembro de 2001.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Processo instaurado para averiguar um assalto ocorrido, no dia 16/01/1975, contra a agência da União de Bancos Brasileiros, situado na Rua Carmela Dutra, n. 1.849, em Nilópolis - RJ, onde foram subtraídos o valor de Cr$ 103.980,95 (cento e três mil, novecentos e oitenta cruzeiros e noventa e cinco centavos).</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_119924_actor">Délio Jardim de Mattos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_119930_actor">Ubirajara Coutinho da Silva </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_119932_actor">Ministério Público Militar </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_119934_actor">Edgar P. P. de Carvalho </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_120034_actor">1ª Auditoria da Marinha da 1ª CJM (RJ e ES)* </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_911212_actor">Paulo Jose de Oliveira Morais </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Crime contra a ordem política e social</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Roubo</subject>
              <geogname>Rio de Janeiro (Estado)</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo em ótimas condições.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Alessandra Ferrari, em 30/10/2018.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://ouvidoria.stm.jus.br/auth</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução.</p>
            </userestrict>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.198/1970</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-apelacao-38198-1970-lsn</unitid>
              <unitdate normal="1966/1971" encodinganalog="3.1.3">08/08/1966 a 21/10/1971</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 773 folhas; 3 volumes.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_281745_actor">1ª Auditoria da 3ª Região Militar (RS)</corpname>
                <corpname id="atom_281747_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Membros da Federação dos Estudantes Universitários do Rio Grande do Sul (FEURGS) e da União Gaúcha dos Estudantes Secundários (UGES) foram denunciados como incursos na Lei de Segurança Nacional - LSN, por fatos ocorridos em fins de 1963 e em 1964.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284829_actor">Sul Brasil Pinto Rodrigues </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284939_actor">Geraldo Nogueira da Gama </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284931_actor">José Henrique de Freitas Valle </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284920_actor">Luiz Odacir do Amaral </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284917_actor">José Newton Machado </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284914_actor">Jesiel de Marco Gomes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284906_actor">José Carlos Rolhano Laitano </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284896_actor">Flavio Barreto Leite </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284889_actor">Alvino Mario Perin </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284875_actor">Jorge Luiz Marroni </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284860_actor">Luiz Antonio de Azambuja </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284846_actor">Roberto Camara Ribas </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284835_actor">José Eliseu Verzoni </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284831_actor">Aurelio da Rocha Moraes </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_281745_actor">1ª Auditoria da 3ª Região Militar (RS) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284772_actor">José Fulvio Amaral </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284761_actor">Luiz Bertram Metzler </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284749_actor">José Ronaldo Leite da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284744_actor">Jorge Jesus da Cunha Palma </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284742_actor">Luiz Felipe Rosa Ferlauto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_284740_actor">Plinio Augusto de Souza Dentzien </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_284738_actor">Dorvalino Tonin* </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_284695_actor">Jacy Guimarães Pinheiro* </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_284694_actor">Benjamin Sabat </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_284683_actor">Gabriel Grun Moss </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_284659_actor">Georgenor Acylino de Lima Torres </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_281747_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei n. 1.802, de 5 de Janeiro de 1953 art. 2</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Segunda instância, sentença, confirmação</subject>
              <subject>Absolvição</subject>
              <subject>Primeira instância, absolvição.</subject>
              <geogname>Porto Alegre</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo em bom estado de conservação.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Carlos César (Técnico Judiciário), em 08/06/2020.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://ouvidoria.stm.jus.br/auth</p>
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            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
            </userestrict>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 35.552/1967</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-35552-1967</unitid>
              <unitdate normal="1965/1968" encodinganalog="3.1.3">11/11/1965 a 11/01/1968</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 844 folhas; 2 volumes.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p> Foram encontrados na residência de alguns indiciados armas, medicamentos, materiais subversivos como: livros, documentos e outros tipos de mídias, que demonstravam a existência de uma escola de guerrilha.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>Os denunciados foram acusados de manter contato via rádio com estações de Cuba e Moscou.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>"O Promotor Militar desta Região..., vem denunciar LOURENÇO ABEL ARRUAS..., JUSTO ALCIDES CUELLAR..., JORGE TEONILO QUEVEDO BENITEZ..., RICARDO APOLLINARIO GRANDA..., LUIZ MARIANO SAMUDIO GONÇALVES..., FULVIO HUMBERTO VILLANUEVA..., CRISPIN LOPEZ..., PEDRO ESPINDOLA..., TEODORA CANETE MIRANDA..., RAMÃO MOREIRA..., em 11 de maio do corrente ano o Comando do 11º R.C. (Bela Vista - MT) recebeu denúncia do Delegado do Governo Paraguaio em Amanbaí de havia uma escola de guerrilhas localizada no Município de Bonito neste Estado... em 19 de julho, depois de uma operação de reconhecimento foi localizada na Ponte do Grego, chácara de propriedade do indiciado Ricardo Apolinário Granda, a guerrilha, bem como um vasto material bélico e de propaganda. Lá estavam mais de uma dezena de homens, em um regime militar, sob o comando de um ex-tenente-coronel do Exército paraguaio, pessoa reconhecida como um dos chefes de maior importância do P.C. da República Guarany, contando com armas de guerra cujo valor monetário foi calculado em soma superior a 30 milhões de cruzeiros" [Apelação 35.552/1967, volume 1].</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>Indiciados nos artigos 16 e 24 da Lei 1.802/53.</p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_298643_actor">Auditoria da 9ª Região Militar (MT)</corpname>
                <corpname id="atom_298644_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-0aec4b4f45082312035a09ff56faae22" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com o advento do Decreto n. 24.803, de 14 de julho de 1934, ficou determinado que as Auditorias deveriam  ter a denominação da respectiva Região Militar. Logo, a Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar passou a ser denominada de Auditoria da 9ª Circunscrição Militar.<lb/>A maior dificuldade na coleta de dados a respeito da história dessa Auditoria se deve à destruição de vários documentos causada por um incêndio ocorrido em 26 de janeiro de 1946.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Em 1965, militares e civis foram acusados de organizar, no Estado do Mato Grosso, um movimento paramilitar relacionado com o movimento comunista paraguaio.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298715_actor">Teodora Canete Miranda </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_339636_actor">Octacílio Terra Ururahy </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_339622_actor">Gabriel Grun Moss </persname>
              <persname role="Promotor(a)" id="atom_339621_actor">Flávio Benjamin Corrêa de Andrade </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298856_actor">Juan Andres Figueiredo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298850_actor">Luiz Alberto Fernandes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298844_actor">Antônio Chamorro </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298826_actor">Bruno Esquibel Acosta </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298804_actor">Maria Sosa </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298795_actor">Isabelino Cabrera </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298782_actor">Ramon Gimenez </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298767_actor">Angel Benitez </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298759_actor">Vicente Rocha </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298739_actor">Ramon Rojas </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298728_actor">Andres Molina </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298721_actor">Ramão Moreira </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_298643_actor">Auditoria da 9ª Região Militar (MT) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298709_actor">Pedro Espíndola </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298707_actor">Crispin Lopez </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298701_actor">Fúlvio Humberti Villanueva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298695_actor">Luiz Mariano Samudio Gonzalez </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298689_actor">Ricardo Apolinário Granda </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298675_actor">Jorge Teonilo Quevedo Benitez </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298665_actor">Justo Alcides Cuellar </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298659_actor">Lourenço Abel Arruas </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_298657_actor">Cândido Fernandes </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_298656_actor">Brigadeiro Grunn Moss </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_298655_actor">Waldemar Torres da Costa* </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_298654_actor">Antônio de Arruda Marques* </persname>
              <corpname role="Origem" id="atom_298652_actor">Ministério da Guerra </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_298644_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Organização Paramilitar</subject>
              <subject>Armamento militar</subject>
              <subject>Crime político</subject>
              <subject>Propaganda subversiva</subject>
              <subject>Absolvição</subject>
              <subject>Condenação</subject>
              <geogname>Bonito</geogname>
              <geogname>Campo Grande</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com manchas e folhas quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Alessandra (CETEFE) em 30/06/2020.<lb/>Revisado por Carlos César (Técnico Judiciário) em 16/07/2020.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://sei.stm.jus.br/controlador_externo.php?acao=ouvidoria&amp;acao_origem=ouvidoria&amp;id_orgao_acesso_externo=3</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução</p>
            </userestrict>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 35.552/1967 - Vol. 1</unittitle>
                <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-35552-1967-001</unitid>
                <unitdate normal="1965/1968" encodinganalog="3.1.3">11/11/1965 a 11/01/1968</unitdate>
                <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 385 folhas.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/a/0/0/a00e55dcf8dabce8bc409ce9dd7302a7396902737efa0972c5a4536e1667926b/Apela____o_35552__1967__MT_-_Vol_1_-_pdfa.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 35.552/1967 - Vol. 2</unittitle>
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                <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 459 folhas.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/9/2/0/92058ccbace6099051baf4b83ee65b7d6f1f96bb29f77dcf126fb484750e38a0/Apela____o_35552__1967__MT_-_V_2_-_pdfa.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 37.490/1969</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-37490-1969</unitid>
              <unitdate normal="1965/1970" encodinganalog="3.1.3">26/01/1965 a 12/08/1970</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 270 folhas; 1 volume; 1 anexo.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <repository>
                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
              </repository>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>"Durante o ano de 1936 e começo do ano de 1964, os denunciados acima enumerados, obedientes às ordens do denunciado, Leonel de Moura Brizola, que, à época, aliciava e incentivava, através da Rádio Mairink Veiga do Estado da Guanabara, no Rio de Janeiro, a formação e organização de grupos de onze companheiros ou comandos nacionalistas, quer nos meios rurais, quer nas fábricas e nos mais variados setores de atividade da nação, e, assim os outros demais denunciados, ..., organizaram..., 'grupo de onze' que tinham por finalidade causar perturbação da ordem pública e fazer agitação nos meios rurais do município, inclusive utilizaram armas e explosivos mantendo aterrorizados os habitantes..., onde anteriormente, fizera durante o seu governo, o denunciado Brizola, um arremedo de reforma agrária" [Apelação 37.490/1969, volume 1].</p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_339611_actor">1ª Auditoria da 3ª Região Militar (RS)</corpname>
                <corpname id="atom_339612_actor">3ª Auditoria da 3ª Região Militar (RS)</corpname>
                <corpname id="atom_339613_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-fbfbab93513dc8bb0684acc55304e9e7" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com o advento do Decreto n. 24.803, de 14 de julho de 1934, ficou determinado que as Auditorias deveriam ter a denominação da respectiva Região Militar.<lb/>O Decreto n. 925, de 2 de dezembro de 1938, determinou que, para a administração da Justiça Militar, haveria, em cada Região, uma Auditoria com competência acumulada para as três Forças.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Civis da cidade de Camaquã foram acusados de, por meio da Rádio Mairink Veiga, do Estado da Guanabara, incentivarem a formação e organização de “grupos de onze” ou “comandos nacionalistas” nos meios rurais, nas fábricas e em vários setores de atividade, com finalidade de gerarem uma pertubação da ordem política. Foram incursos no crime previsto no art. 24 da Lei 1.802/53 (Lei de Segurança Nacional).</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298637_actor">Nercio Alves de Oliveira </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_339613_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_339612_actor">3ª Auditoria da 3ª Região Militar (RS) </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_339611_actor">1ª Auditoria da 3ª Região Militar (RS) </corpname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_337759_actor">Nelson Barbosa Sampaio* </persname>
              <persname role="Promotor(a)" id="atom_337742_actor">Sivo Duprat Barreto </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_337731_actor">Creso Kruel de Moraes </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_337719_actor">Virginio Pereira Neves </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_337633_actor">José Marques da Rocha* </persname>
              <corpname role="Origem" id="atom_298611_actor">Ministério da Guerra </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298630_actor">Tasso Soares Perez </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298624_actor">Epaminondas Silveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298618_actor">Leonel de Moura Brizola </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_298616_actor">Sylvio Montinho </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_298614_actor">Alcides Vieira Carneiro* </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_298613_actor">Lauro Schuch* </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_298612_actor">Gilberto de Oliveira Lomônaco* </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Armamento militar</subject>
              <subject>Propaganda subversiva</subject>
              <subject>Subversão</subject>
              <subject>Absolvição</subject>
              <subject>Grupos dos Onze</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Primeira instância, absolvição.</subject>
              <subject>Segunda instância, sentença, confirmação</subject>
              <geogname>Santa Maria</geogname>
              <geogname>Camaquã</geogname>
              <geogname>Porto Alegre</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com manchas e folhas quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Marcos (CETEFE), em  30/06/2020.<lb/>Revisado por Carlos César (Técnico Judiciário) em 24/08/2020.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <relatedmaterial encodinganalog="3.5.3">
              <p>Processo n. 2.035, da 1ª Aud./3ª RM.</p>
            </relatedmaterial>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://sei.stm.jus.br/controlador_externo.php?acao=ouvidoria&amp;acao_origem=ouvidoria&amp;id_orgao_acesso_externo=4</p>
            </accessrestrict>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 37.490/1969</unittitle>
                <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-37490-1969-001</unitid>
                <unitdate normal="1965/1970" encodinganalog="3.1.3">26/01/1965 a 12/08/1970</unitdate>
                <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 270 folhas; 1 volume; 1 anexo.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/f/4/9/f490de4897802a14e72c28fc7a9b736a55250aef95e56ac457a79c5b34f2be5e/Apela____o_37490__1969__RS_otimizado_pdfa.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 37.490/1969 - Apenso</unittitle>
                <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-37490-1969-AP</unitid>
                <unitdate normal="1965/1970" encodinganalog="3.1.3">26/01/1965 a 12/08/1970</unitdate>
                <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 47 folhas.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/8/4/1/841d15f39ec07c8af47110d1e0d7238c7ff389f73ea7a61f91b7ab8d8a4d88ae/Apela____o_37490__1969__RS__-_Apenso.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.334/1970</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-38334-1970</unitid>
              <unitdate normal="1970/1973" encodinganalog="3.1.3">06/07/1970 a 17/07/1973</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 161 folhas; 1 volume.<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>"No dia 23 de maio de 1970, cerca das 10:30 horas, o denunciado, liderando uma multidão de operários, que havia sido dispensados da Fábrica de Tecidos Tibiri, se dirigiu ao Posto de Vendas da Companhia Brasileira de Alimentos - COBAL... Logo ao penetrar no estabelecimento da COBAL, o denunciado, foi exclamando: 'estamos com fome!' 'queremos comer!' O encarregado de vendas da COBAL, surpreendido, diante daquela multidão à frente do estabelecimento, ofereceu por contra própria, 1 (um) saco de feijão, 1 (um) saco de arroz, 1 (um) de farinha e uma caixa de leite Ninho. O denunciado, porém, insatisfeito com a quantidade de mercadorias ofertadas, determinou a invasão do estabelecimento. Daí por diante, a multidão de operários, com cerca de 400 (quatrocentas) ou 500 (quinhentas) pessoas, entre homens, mulheres e crianças, passaram a devastar, assaltar e roubar os gêneros alimentícios existentes no estabelecimento, ..." [Apelação [STM] 38.334/1970, volume 1].</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>Incurso no art. 28 do Decreto-Lei 898/69.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>O industriário denunciado era residente à Rua Santos Dumont, na Vila dos Operários, da cidade de Santa Rita, Paraíba.</p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_339614_actor">Auditoria da 7ª CJM (AUD7CJM)</corpname>
                <corpname id="atom_339615_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-1febdd010a5dce749c70ce767011363c" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Sétima Circunscrição: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas, criada pela lei 8.457 de 1992 (lei atual). Correspondeu à quarta circunscrição, pelo decreto 14.450 de 30 de outubro de 1920, abarcando os estados da Parahyba, de Pernambuco e de Alagôas (o estado do Rio Grande do Norte correspondia à terceira circunscrição). Pelo decreto 17.231 de 26 de fevereiro de 1926, tornou-se a Sétima circunscrição, composta pelos mesmos estados do decreto anterior (Parahyba, Pernambuco e Alagôas).<lb/>Com o decreto 925 de 2 de dezembro de 1938, cada Região Militar correspondeu a uma Auditoria, com jurisdição cumulativa no Exército e na Armada, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará passaram a ser a Sétima Região.<lb/>Por fim, com o Decreto 1.003 de 21 de outubro de 1969, lei de organização judiciaria militar, a Sétima circunscrição foi composta por Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Industriário, na cidade de Santa Rita, Paraíba, foi acusado de liderar uma multidão de operários, que haviam sido dispensados da Fábrica de Tecidos Tibiri, se dirigindo ao Posto de Vendas da Companhia Brasileira de Alimentos – Cobal, localizado na Praça Getúlio Vargas, na referida cidade. Logo ao penetrar no estabelecimento da Cobal, o denunciado foi exclamando que todos estariam com fome, e o encarregado de vendas foi surpreendido diante da multidão, e ofereceu, por conta própria,  alimentos para eles. Porém, o denunciado insatisfeito com a quantidade de mercadorias ofertadas, determinou a invasão ao estabelecimento, causando um enorme prejuízo. No entanto, o denunciado foi absolvido da acusação por insuficiência de provas.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <corpname role="Origem" id="atom_298885_actor">Ministério da Justiça </corpname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_298887_actor">Alcides Vieira Carneiro* </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_298902_actor">Mário Rodrigues da Silva </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_339614_actor">Auditoria da 7ª CJM (AUD7CJM) </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_339615_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_339619_actor">Ruy de Lima Pessoa* </persname>
              <persname role="Promotor(a)" id="atom_339620_actor">Francisco de Paula Accioly Filho </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_405206_actor">Jurandir de Bizarria Mamede </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_1133727_actor">Antônio Carlos de Seixas Telles* </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1724609_actor">Francisco de Assis Barreto da Rocha Filho </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>invasão de estabelecimento comercial</subject>
              <subject>Absolvição</subject>
              <geogname>Recife</geogname>
              <geogname>Santa Rita</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com folhas manchadas e quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Alessandra (CETEFE), em 30/06/2020.<lb/>Revisado por Carlos César (Téc. Judiciário), em 01/07/2020.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://sei.stm.jus.br/controlador_externo.php?acao=ouvidoria&amp;acao_origem=ouvidoria&amp;id_orgao_acesso_externo=2</p>
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              <p>Sem restrição de reprodução</p>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 38.334/1970</unittitle>
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                <unitdate normal="1970/1973" encodinganalog="3.1.3">06/07/1970 a 17/07/1973</unitdate>
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        Dimensão: 161 folhas; 1 volume.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
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              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 38.857/1979</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-38857-1979</unitid>
              <unitdate normal="1970/1980" encodinganalog="3.1.3">14/12/1970 a 23/03/1980</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 1.332 folhas; 5 volumes.<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
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                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>Incursos nos arts. 28, parágrafo único, e 42, 43 e 46 do Decreto-Lei 898, de 29/09/1969 (Lei de Segurança Nacional).</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>O Supremo Tribunal Federal (STF) em Segunda Turma, julgou extinta a punibilidade, em face da Lei 6.683, de 28/08/1979 (Lei da Anistia).</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>A vítima, o comerciante José Armando Rodrigues, era candidato a vice-prefeito pelo ARENA (Aliança de Renovação Nacional). Em sua memória, uma rua da cidade de São Benedito tem seu nome.</p>
              </note>
              <note type="generalNote">
                <p>O crime provocou o maior cerco policial da História do Ceará, praticamente, desmantelando a ALN naquele Estado.</p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_382820_actor">Auditoria da 10ª CJM (AUD10CJM)</corpname>
                <corpname id="atom_382821_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
                <corpname id="atom_405526_actor">STF - Supremo Tribunal Federal</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-44eb1173ecab2027a826956a24319566" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Décima Circunscrição: CEARÁ e PIAUÍ, criada pela lei 8.457 de 1992 (lei atual).<lb/>Pelo Decreto 14.450, de 30 de outubro de 1920, CEARÁ correspondeu à Terceira Circunscrição, e PIAUÍ à Segunda. Pelo Decreto 17.231, de 26 de fevereiro de 1926, CEARÁ passou a corresponder à Oitava Circunscrição, e PIAUÍ à Nona.<lb/>Com o Decreto 925, de 2 de dezembro de 1938, cada Região Militar se tornou uma Auditoria, com jurisdição cumulativa no Exército e na Armada. CEARÁ compôs a Sétima Região, e PIAUÍ a Oitava, juntamente com MARANHÃO, PARÁ, AMAZONAS e território do ACRE.<lb/>Com a lei 4.163, de 2 de dezembro de 1962, CEARÁ, PIAUÍ e MARANHÃO passaram a compor a 10ª Região Militar.<lb/>Pelo Decreto-Lei n. 1.003, de 21 de outubro de 1969, a jurisdição da então Auditoria da 10ª Circunscrição Judiciária Militar passou a se constituir dos Estados do CEARÁ, MARANHÃO e PIAUÍ.<lb/>Em 4 de setembro de 1992, a Lei n. 8.457, que trata da Organização da Justiça Militar da União, dividiu o território nacional em doze Circunscrições Judiciárias Militares, ficando a 10ª Circunscrição correspondente aos estados do CEARÁ e PIAUÍ.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>No dia 29 de agosto de 1970, os denunciados, todos eles armados, um deles portando uma metralhadora de uso privativo das Forças Armadas e usando uniforme militar, realizaram assalto contra a firma Ibiapaba Comercial Ltda, em São Benedito, Ceará. O proprietário da firma foi sequestrado e morto a tiros, tendo o corpo arremessado em um abismo.  Os denunciados eram integrantes da organização Ação Libertadora Nacional (ALN).</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_404773_actor">Alzir Carvalhaes Fraga </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_392437_actor">Valdenilo Balaio da Silva </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_404095_actor">Wanda Rita Othon Sidou </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_404104_actor">Luiz Eduardo Greenhalgh </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_404113_actor">Marcia Ramos de Souza </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_404131_actor">Antônio de Paduá Barroso </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_404153_actor">Airton Esteves Soares </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_404160_actor">Luiz Alberto Marcondes Piccina </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_404657_actor">Antonio Jurandy Porto Rosa </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_404729_actor">Carlos Alberto Borges </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_392423_actor">Moema Correia São Tiago </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_404809_actor">Walter Wigdenowitz* </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_404896_actor">Nelson Barbosa Sampaio* </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_404978_actor">Ruy de Lima Pessoa* </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_405205_actor">Jurandir de Bizarria Mamede </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_405261_actor">Reynaldo Mello de Almeida </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_405319_actor">Georgenor Acylino de Lima Torres </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_405526_actor">STF - Supremo Tribunal Federal </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_461786_actor">José Armando Rodrigues </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_1189003_actor">Deoclécio Lima de Siqueira** </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390146_actor">João Batista de Lima </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_382821_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_387591_actor">Antonio Esperidião Neto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_387916_actor">Carlos Thmoskhenko Soares de Sales </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_387995_actor">Francisco Willan de Montenegro Medeiros </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_388226_actor">Gilberto Telmo Sidney Marques </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_388471_actor">José Bento da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_388474_actor">José Sales de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_388621_actor">Waldemar Rodrigues de Menezes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390120_actor">João Xavier de Lacerda </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_382820_actor">Auditoria da 10ª CJM (AUD10CJM) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390434_actor">Antonio Carlos Bicalho Lana </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390453_actor">Elias Andrade Ferreira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390822_actor">Elisio Arimatea Ribeiro </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390845_actor">Fabiani Cunha </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390874_actor">Helio Pereira Ximenes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_390954_actor">José Jeronimo de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_391020_actor">José Ferreira Lima. </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_392394_actor">Maria de Fatima Carneiro </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Roubo</subject>
              <subject>Saque</subject>
              <subject>Sequestro</subject>
              <subject>Primeira instância, condenação</subject>
              <subject>Segunda instância, absolvição</subject>
              <subject>Segunda instância, alteração da sentença, aumento da pena</subject>
              <subject>Segunda instância, condenação</subject>
              <subject>Segunda instância, sentença, confirmação</subject>
              <subject>Absolvição</subject>
              <subject>Condenação</subject>
              <subject>Anistia</subject>
              <subject>Crime contra a ordem política e social</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 898, de 29 de setembro de 1969, art. 28</subject>
              <subject>Ação Libertadora Nacional (ALN)</subject>
              <subject>Homicídio</subject>
              <subject>Primeira instância, absolvição.</subject>
              <geogname>Fortaleza</geogname>
              <geogname>São Benedito</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com folhas manchadas e quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Carlos César (Técnico Judiciário), em 13/11/2020.</date>
              </p>
            </processinfo>
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              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://sei.stm.jus.br/controlador_externo.php?acao=ouvidoria&amp;acao_origem=ouvidoria&amp;id_orgao_acesso_externo=2</p>
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              <did>
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        Dimensão:<lb/>Suporte: Papel    </physdesc>
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              </did>
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                <p>Publicado</p>
              </odd>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 38.857/1979 - Vol. 2</unittitle>
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                <p>Publicado</p>
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            </c>
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        Dimensão: 482 folhas; 2 volumes; 1 apenso.<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
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                <p>Julgados por planejamento de guerra revolucionária.</p>
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              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-a3958b2fc06803e2e2cd2037891310c7" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Em 17 de setembro de 1942, pelo Decreto-Lei n. 4.706, foi criada a 10ª Região Militar, em Fortaleza, compreendendo os Estados de Piauí, Maranhão e Ceará, que deixaram de pertencer à 7ª Região Militar. O mesmo decreto determinou, porém, serem da competência da Auditoria da 7ª Região Militar os crimes praticados no território da 10ª Região Militar.<lb/>Em 4 de dezembro de 1962, pela Lei n. 4.163, é que foi criada a Auditoria da 10ª Região Militar, abrangendo os Estados do Maranhão, Piauí e Ceará e com jurisdição cumulativa no Exército, Marinha e Aeronáutica. A sede da Auditoria era a mesma da respectiva Região (Fortaleza), conforme determinava a referida lei.</p>
              </note>
            </bioghist>
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              <note>
                <p>Décima Circunscrição: CEARÁ e PIAUÍ, criada pela lei 8.457 de 1992 (lei atual).<lb/>Pelo Decreto 14.450, de 30 de outubro de 1920, CEARÁ correspondeu à Terceira Circunscrição, e PIAUÍ à Segunda. Pelo Decreto 17.231, de 26 de fevereiro de 1926, CEARÁ passou a corresponder à Oitava Circunscrição, e PIAUÍ à Nona.<lb/>Com o Decreto 925, de 2 de dezembro de 1938, cada Região Militar se tornou uma Auditoria, com jurisdição cumulativa no Exército e na Armada. CEARÁ compôs a Sétima Região, e PIAUÍ a Oitava, juntamente com MARANHÃO, PARÁ, AMAZONAS e território do ACRE.<lb/>Com a lei 4.163, de 2 de dezembro de 1962, CEARÁ, PIAUÍ e MARANHÃO passaram a compor a 10ª Região Militar.<lb/>Pelo Decreto-Lei n. 1.003, de 21 de outubro de 1969, a jurisdição da então Auditoria da 10ª Circunscrição Judiciária Militar passou a se constituir dos Estados do CEARÁ, MARANHÃO e PIAUÍ.<lb/>Em 4 de setembro de 1992, a Lei n. 8.457, que trata da Organização da Justiça Militar da União, dividiu o território nacional em doze Circunscrições Judiciárias Militares, ficando a 10ª Circunscrição correspondente aos estados do CEARÁ e PIAUÍ.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Na noite de 3 para 4 de julho de 1970, integrantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), invadiram residência de um casal de anciãos e roubaram dinheiro e um revólver.</p>
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              <corpname role="Produtor" id="atom_594984_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_594985_actor">Auditoria da 10ª Região Militar (MA, PI e CE) </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_595013_actor">Auditoria da 10ª CJM (AUD10CJM) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_595372_actor">Carlos Thmoskhenko Soares de Sales </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Lei n. 6.683, de 28 de agosto de 1979 (Lei de Anistia)</subject>
              <subject>Ação Libertadora Nacional (ALN)</subject>
              <subject>Roubo</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 898, de 29 de setembro de 1969, art. 25</subject>
              <subject>Primeira instância, condenação</subject>
              <subject>Anistia</subject>
              <geogname>Fortaleza</geogname>
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              <p>Processo com folhas manchadas e quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Carlos César (Téc. Judiciário), em 19/01/2021.<lb/><lb/>VER CIDADE ONDE ACONTECEU O CRIME<lb/>VER DECISÃO DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA<lb/>VER DECISÃO SEGUNDA INSTÂNCIA</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM por meio do link: https://sei.stm.jus.br/controlador_externo.php?acao=ouvidoria&amp;acao_origem=ouvidoria&amp;id_orgao_acesso_externo=2</p>
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              <p>Sem restrição de reprodução</p>
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                <p>Publicado</p>
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        Dimensão: 3585 folhas, 9 volumes, 2 apensos<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
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                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
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              <note>
                <p>Em 7 de novembro de 1966, pelo Decreto-Lei n. 26, foi criada a Auditoria da 11ª Região Militar, com jurisdição cumulativa no Exército, Marinha e Aeronáutica e sede na Capital Federal (Brasília). Antes disso, deu-se, em 25 de abril de 1960, a criação da 11ª Região Militar, pelo Decreto n. 48.138, em conformidade com o artigo 3º do Decreto n. 41.186, de 20 de março de 1957 (Trata da organização das Forças Terrestres e dos órgãos Territoriais em tempo de paz), abrangendo os territórios do novo Distrito Federal, do Estado de Goiás e de porção do Triângulo Mineiro.<lb/>Em 21 de outubro de 1969, pelo Decreto-Lei n. 1.003, essa Auditoria passou a se denominar Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar, com jurisdição no Distrito Federal e Estado de Goiás.<lb/>Em 13 de janeiro de 1970, a sede da Auditoria foi instalada na Esplanada dos Ministérios, Bloco 6, 5º andar.<lb/>A instalação da Auditoria, à época, veio preencher uma lacuna existente, haja vista que o Superior Tribunal Militar ainda não havia sido transferido para a Capital Federal (Brasília).<lb/>Em 13 de fevereiro de 1973, a Auditoria passou a funcionar na Praça dos Tribunais Superiores, no Edifício-Sede do Superior Tribunal Militar, 8º andar.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-1fa4fc67c4d914712994e71cf2a76208" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com o advento do Decreto n. 24.803, de 14 de julho de 1934, ficou determinado que as Auditorias deveriam ter a denominação da respectiva Região Militar.<lb/>O Decreto n. 925, de 2 de dezembro de 1938, determinou que, para a administração da Justiça Militar, haveria, em cada Região, uma Auditoria com competência acumulada para as três Forças.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Instaurado a fim de apurar atividades subversivas por parte de elementos ligados ao Grupo Carlos Marighella. Verifica-se que os fatos apurados constituem crimes capitulados na Lei de Segurança Nacional.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1521064_actor">Tufi Abud da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520889_actor">Mário Guimarães </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520891_actor">Mario da Silva Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520899_actor">Milton Gomes de Lima </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520905_actor">Paulo de Tarso Celestino Filho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520925_actor">Paulo Wagner da Silva Macêdo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520938_actor">Raimundo Nonato dos Santos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520986_actor">Raimundo dos Santos Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520994_actor">Ricardo Alberto Aguado Gomes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1521050_actor">Rogerio José Dias </persname>
              <famname role="Envolvido(a)" id="atom_1521056_actor">Thomaz Miguel Pressburger </famname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520882_actor">Luiz Werneck de Castro Filho </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1521085_actor">Joaquim Simeão de Faria Filho </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_1521086_actor">José Bolívar Régis* </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1521088_actor">Sylvio de Oliveira Guimarães </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_1521089_actor">Alcides Vieira Carneiro* </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_1521091_actor">Syseno Sarmento </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1521094_actor">Ruy de Lima Pessoa* </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_1521095_actor">Célio de Jesus Lobão Ferreira </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1521101_actor">Auditoria da 4ª Região Militar (MG)* </corpname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_1521129_actor">Mauro Seixas Telles </persname>
              <corpname role="Origem" id="atom_1522199_actor">Batalhão de Guarda Presidencial* </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520821_actor">Fábio Vieira Bruno </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1520759_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520762_actor">Amilcar Coelho Chaves </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520768_actor">Antonio Cabano Villar </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520774_actor">Antonio Herrero Mendes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520780_actor">Antonio Leonardo dos Santos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520787_actor">Antunes Queiroz Chaves </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520793_actor">Carlos Marighella </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520799_actor">Clovis Bezerra de Almeida </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520805_actor">Edmo Vieira Barreto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520811_actor">Eugenio Augusto Rosatti </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1520758_actor">Auditoria da 11ª Região Militar (DF - Brasília -, GO) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520823_actor">Francisco Ribeiro Leite </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520829_actor">Geraldo Campos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520835_actor">Ivone Jean da Fonseca </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520841_actor">João Ferraz Lima </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520845_actor">João Guedes da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520855_actor">Joaquim Gasparino Neto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520863_actor">José Alves da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520869_actor">José Oscar Pelucio Pereira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1520875_actor">José Ribamar Lopes </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Decreto-Lei n. 314, de 13 de março de 1967, art. 21</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 314, de 13 de março de 1967, art. 23</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 314, de 13 de março de 1967, art. 28</subject>
              <subject>Subversão</subject>
              <subject>Partido Comunista Brasileiro</subject>
              <geogname>Brasília</geogname>
              <geogname>Juiz de Fora</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com manchas e folhas quebradiças</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrição: em processo - Rita Porto</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução</p>
            </userestrict>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 38.684/1973 - Vol. 1</unittitle>
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        Dimensão: 467 folhas (950 imagens)<lb/>Suporte: Papel    </physdesc>
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                <p>Publicado</p>
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              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos da Apelação n. 38.684/1973 - Vol. 2</unittitle>
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        Dimensão: 507 folhas (1039 imagens)<lb/>Suporte: Papel    </physdesc>
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                <p>Publicado</p>
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              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-2df44acbfdbd1d56a670a0f00289ed39" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Em 31 de dezembro de 1945, pelo Decreto n. 8.513, foram criadas as 1ª e 2ª Auditorias de Aeronáutica, com sede na Capital Federal (1ª Região Militar), privativas para os processos da Aeronáutica.<lb/>Com o Decreto-Lei n. 1.003, de 21 de outubro de 1969, passaram a ser denominadas 1ª e 2ª Auditorias de Aeronáutica da 1ª Circunscrição Judiciária Militar.<lb/>A Lei n. 8.719, de 19 de outubro de 1993, extinguiu a 1ª Auditoria de Aeronáutica e mudou a denominação da 2ª Auditoria de Aeronáutica para 6ª Auditoria da 1ª CJM.<lb/>Em 19 de dezembro de 2001, pela Lei n. 10.333, a 6ª Auditoria da 1ª CJM foi extinta.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>De acordo com a denúncia os indiciados, todos integrantes da organização subversiva denominada "Vanguarda Popular Revolucionária" (VPR), assaltaram o escritório da firma comercial Industria de Bebidas Joaquim Thomaz de Aquino Filho, S.A., situada no Rio de Janeiro. Após renderem as pessoas que ali se encontravam sob ameaça de utilizarem as armas que portavam, roubaram soma em dinheiro e dois carros que utilizaram para se evadirem do local.<lb/>A Procuradoria Militar da 2ª Auditoria da Aeronáutica da 1ª CJM apelou da sentença do Conselho Permanente de Justiça da 2ª Auditoria da Aeronáutica da 1ª CJM, que absolveu Alex Polari de Alverga, Thereza ângelo, Walter Ribeiro Novaes e Ivan Mota Dias do crime previsto no artigo 27 do DL 898/69.<lb/>Os Ministros do STM acordam, por unanimidade, em negar provimento ao apelo do MP para confirmar a sentença apelada por seus fundamentos.</p>
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              <corpname role="Produtor" id="atom_1718757_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
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              <persname role="Relator(a)" id="atom_1718759_actor">Jacy Guimarães Pinheiro* </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_1718761_actor">Syseno Sarmento </persname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_1718763_actor">Theódulo Rodrigues de Miranda </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1718765_actor">Lino Machado Filho </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1718767_actor">Paulo da Costa Reis * </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718769_actor">Alex Polari de Alverga </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718776_actor">Ivan Motta Dias </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718779_actor">Thereza Ângelo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718782_actor">Walter Ribeiro Novaes </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Movimentos revolucionários e de protesto</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 898, de 29 de setembro de 1969 (LSN)</subject>
              <subject>Segurança Nacional</subject>
              <subject>Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)</subject>
              <subject>Assalto</subject>
              <subject>Apelação, provimento, negação</subject>
              <subject>Crime contra a ordem política e social</subject>
              <geogname>Rio de Janeiro (GB)</geogname>
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              <p>Processo com folhas manchadas e quebradiças</p>
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              <p>
                <date>Descrição: Rita Porto, em 20/03/2026</date>
              </p>
            </processinfo>
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              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
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              <p>Sem restrição de reprodução</p>
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              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 39.888/1973</unittitle>
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        Dimensão: 374 folhas, 2 volumes<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
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                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador) - Não usar</corpname>
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                <corpname id="atom_1718596_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
                <corpname id="atom_1718597_actor">2ª Auditoria de Aeronáutica da 1ª CJM (RJ e ES)*</corpname>
              </origination>
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            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-2df44acbfdbd1d56a670a0f00289ed39" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Em 31 de dezembro de 1945, pelo Decreto n. 8.513, foram criadas as 1ª e 2ª Auditorias de Aeronáutica, com sede na Capital Federal (1ª Região Militar), privativas para os processos da Aeronáutica.<lb/>Com o Decreto-Lei n. 1.003, de 21 de outubro de 1969, passaram a ser denominadas 1ª e 2ª Auditorias de Aeronáutica da 1ª Circunscrição Judiciária Militar.<lb/>A Lei n. 8.719, de 19 de outubro de 1993, extinguiu a 1ª Auditoria de Aeronáutica e mudou a denominação da 2ª Auditoria de Aeronáutica para 6ª Auditoria da 1ª CJM.<lb/>Em 19 de dezembro de 2001, pela Lei n. 10.333, a 6ª Auditoria da 1ª CJM foi extinta.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>De acordo com a denúncia os indiciados, todos integrantes da organização subversiva denominada "Vanguarda Popular Revolucionária" (VPR), assaltaram a Garagem Todos os Santos situada no Rio de Janeiro portando armas de fogo. Após imobilizarem as pessoas que ali se encontravam usando tais armas, roubaram diversos automóveis para uso da mencionada organização subversiva.<lb/>A Procuradoria Militar da 2ª Auditoria da Aeronáutica da 1ª CJM, bem como a defesa de Alex Polari de Alverga e José Roberto Gonçalves de Rezende apelam da sentença do Conselho Permanente de Justiça da 2ª Auditoria da Aeronáutica da 1ª CJM, que absolveu Lucia Mauricio de Alverga, Adair Gonçalves Reis e Alfredo Hélio Syrkis do crime previsto no art. 28 do DL 898/69.<lb/>Os Ministros do STM acordaram em dar provimento, em parte, ao apelo da defesa e em negar provimento ao apelo do Ministério Público, para manter a sentença que absolveu Lucia Mauricio de Alverga, Adair Gonçalves Reis e Alfredo Hélio Syrkis.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1718596_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1718597_actor">2ª Auditoria de Aeronáutica da 1ª CJM (RJ e ES)* </corpname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_1718638_actor">José Garcia de Freitas* </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_1718644_actor">Nelson Barbosa Sampaio* </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_1718646_actor">Syseno Sarmento </persname>
              <persname role="Relator(a) para o acórdão" id="atom_1718650_actor">Jurandir de Bizarria Mamede </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718669_actor">José Roberto Gonçalves de Rezende </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718674_actor">Alex Polari de Alverga </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718677_actor">Lucia Mauricio de Alverga ou Lucia Velloso Mauricio </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718683_actor">Gerson Theodoro de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718694_actor">Adair Gonçalves Reis </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718697_actor">Alfredo Helio Syrkis </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1718701_actor">Mauricio Guilherme da Silveira </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1718713_actor">Lino Machado Filho </persname>
              <persname role="Procurador(a)" id="atom_1718741_actor">Benjamin Sabat </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Movimentos revolucionários e de protesto</subject>
              <subject>Decreto-Lei n. 898, de 29 de setembro de 1969 (LSN)</subject>
              <subject>Segurança Nacional</subject>
              <subject>Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)</subject>
              <subject>Assalto</subject>
              <subject>Apelação, provimento, parcial</subject>
              <subject>Crime contra a ordem política e social</subject>
              <geogname>Rio de Janeiro (GB)</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com folhas manchadas e quebradiças</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrição: Rita Porto, em 20/03/2026</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução</p>
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          </c>
          <c level="file">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 41.229/1976</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-41229/1976</unitid>
              <unitdate normal="1973/1979" encodinganalog="3.1.3">03/10/1973 a 20/11/1979</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 2282 folhas, 7 volumes, 1 anexo<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <note type="generalNote">
                <p>Relatório do IPM às fls 550, V. 2.</p>
              </note>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_1718936_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
                <corpname id="atom_1719029_actor">1ª Auditoria de Aeronáutica da 1ª CJM (RJ e ES)*</corpname>
              </origination>
            </did>
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              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
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                <p>Em 31 de dezembro de 1945, pelo Decreto n. 8.513, foram criadas as 1ª e 2ª Auditorias de Aeronáutica, com sede na Capital Federal (1ª Região Militar), privativas para os processos da Aeronáutica.<lb/>Com o Decreto-Lei n. 1.003, de 21 de outubro de 1969, passaram a ser denominadas 1ª e 2ª Auditorias de Aeronáutica da 1ª Circunscrição Judiciária Militar.<lb/>A Lei n. 8.719, de 19 de outubro de 1993, extinguiu a 1ª Auditoria de Aeronáutica e mudou a denominação da 2ª Auditoria de Aeronáutica para 6ª Auditoria da 1ª CJM.<lb/>Em 19 de dezembro de 2001, pela Lei n. 10.333, a 6ª Auditoria da 1ª CJM foi extinta.</p>
              </note>
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              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Inquérito instaurado para apurar atividades subversivas desenvolvidas por integrantes e militantes da organização subversiva denominada Dissidência de Var-Palmares (DVP).<lb/>No inquérito conclui-se que os indiciados praticaram ações subversivas por meio da consciente filiação à Organização terrorista que tinha por finalidade a derrubada do regime político vigente à época no país, por meio de luta armada e com o objetivo de implantar um Estado Socialista de cunho Marxista-Lenista no Brasil.<lb/>A sentença do Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria da Aeronáutica da 1ª CJM é apelada. Reforma-se a sentença em parte, nega-se provimento ao apelo do MPM, dá-se provimento ao apelo da defesa para diminuir a pena em face de justificada desclassificação e nega-se provimento ao apelo da defesa quando as provas justificam a condenação.</p>
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              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720410_actor">José Gonçalves </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720511_actor">Carlos Alberto do Carmo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720501_actor">Adair Gonçalves Reis </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720498_actor">Walter Ribeiro Novaes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720496_actor">Maurício Guilherme da Silveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720433_actor">Carlos Henrique Viana Brandi </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720425_actor">João Cezar Belizário de Souza </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720419_actor">Mário Bejar Revollo </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720416_actor">Silvia Lages de Oliveira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720413_actor">Gildete Gonçalves </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720514_actor">Herbert Eustáquio de Carvalho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720407_actor">Cláudio Alves de Mesquita Filho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720402_actor">José Anibal Peres </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720399_actor">Carmem Helena do Vale Heringer Lisboa </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1719507_actor">Wilson Mirza Abraham </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1719505_actor">Humberto Jansen Machado </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1719503_actor">Fernando Guerra Balsells* </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1719500_actor">Antonio Evaristo de Moraes Filho (advogado) </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1719498_actor">Arthur Lavigne </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1719496_actor">José Moura Rocha </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720981_actor">Silvio Jablonski </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1752025_actor">Tomaz David Weiz </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1751685_actor">Apolo Heringer Lisboa </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_1722066_actor">Honorio Pinto Pereira de Magalhães Neto </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_1722061_actor">Waldemar Torres da Costa* </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1721611_actor">Alfredo Helio Syrkis </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1721108_actor">Jonas Soares </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1721099_actor">Magali Alves de Mesquita </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1721071_actor">Lucia Mauricio de Alverga ou Lucia Velloso Mauricio </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1721022_actor">Gustavo José Meyer </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1719493_actor">Ilídio Moura </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720963_actor">Klauss Rossweiler Pereira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720948_actor">Cristina Maria Pape </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720930_actor">Dina Lerner </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720914_actor">Laerte Seixas Willmann Pereira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720531_actor">Ernesto Prado Lopes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1720529_actor">Lucia Marli de Oliveira </persname>
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              <persname role="Relator(a)" id="atom_1718993_actor">Carlos Alberto Cabral Ribeiro* </persname>
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              <subject>Decreto-Lei n. 898, de 29 de setembro de 1969 (LSN)</subject>
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              <subject>Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR PALMARES)</subject>
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              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar. Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
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                  <unitdate normal="1973/1979" encodinganalog="3.1.3">03/10/1973 a 20/11/1979</unitdate>
                  <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/c/4/c/c4c9b7e6cce15a3955b416bfffa2ee58cb1a2ba5de2db394cba393c6cdf41198/Apela____o_41229__1979__RJ_-_V._7.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
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                <odd type="publicationStatus">
                  <p>Publicado</p>
                </odd>
              </c>
            </c>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 41.229/1976 - Anexo</unittitle>
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                <unitdate normal="1973/1979" encodinganalog="3.1.3">03/10/1973 a 20/11/1979</unitdate>
                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/7/0/2/702e45623f7e917e9f01f4e3cd59635defe705131ee6779e7d0e8582a06f0f91/Apela____o_41229__1979__RJ_-_Anexo.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
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              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
              <c otherlevel="" level="otherlevel">
                <did>
                  <unittitle encodinganalog="3.1.2">Apelação n. 41.229/1976 - Anexo</unittitle>
                  <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-001-41229/1976-An1-An1</unitid>
                  <unitdate normal="1973/1979" encodinganalog="3.1.3">03/10/1973 a 20/11/1979</unitdate>
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                <odd type="publicationStatus">
                  <p>Publicado</p>
                </odd>
              </c>
            </c>
          </c>
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        <c level="subseries">
          <did>
            <unittitle encodinganalog="3.1.2">Processos de Recursos Criminais</unittitle>
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          </did>
          <odd type="publicationStatus">
            <p>Publicado</p>
          </odd>
          <c otherlevel="" level="otherlevel">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Recurso Criminal n. 4.198/1966</unittitle>
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              <unitdate normal="1966/1966" encodinganalog="3.1.3">08/07/1966 a 04/10/1966</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 6 folhas; 1 volume.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_505969_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
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            </did>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Aos 29 de agosto de 1966, o Promotor da Auditoria da 6ª Região Militar denunciou o civil Ariosvaldo Figueiredo Santos por incitar a invasão da Fazenda Forges por camponeses e lavradores no município de Divina Pastora, estado de Sergipe. O Auditor da referida Auditoria rejeitou a denúncia, cabendo recurso ao Superior Tribunal Militar.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_5027_actor">Waldemar Torres da Costa* </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_505969_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_505980_actor">Ariosvaldo Figueiredo Santos </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei Nº 1.802, de 5 de Janeiro de 1953 – Art. 11</subject>
              <subject>Art. 66, caput e § 1º, do Código Penal Militar (1944)</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Invasão de estabelecimento agrícola</subject>
              <subject>Recurso Criminal, Provimento</subject>
              <geogname>Divina Pastora</geogname>
              <geogname>Salvador</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo levemente deteriorado com algumas páginas quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Rosana Souza (estagiária), em 14/09/2016.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <processinfo>
              <p>08/07/1966, 04/10/1966
<lb/>Filiação do réu não foi mencionada.</p>
            </processinfo>
            <altformavail encodinganalog="3.5.2">
              <p>O Superior Tribunal Militar possui somente a cópia do acórdão em questão.</p>
            </altformavail>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Se não tiver, o documento poderá ser solicitado em: https://ouvidoria.stm.jus.br/auth</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
            </userestrict>
          </c>
          <c otherlevel="" level="otherlevel">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Recurso Criminal n. 4.287/1967</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-002-4287/1967</unitid>
              <unitdate normal="1967/1968" encodinganalog="3.1.3">30/08/1967 a 13/02/1968</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 10 folhas, 01 volume.<lb/>Suporte: Papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
            </did>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Recurso crinimal instaurado pela Procuradoria Militar da Auditoria da 4ª Região Militar, contra o despacho do Dr. Auditor que não recebeu a denúncia oferecida.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_119977_actor">João Carlos Reis Horta </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_119979_actor">Roberto Resende Guedes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_119981_actor">Marco Antônio Dias Pontes </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Material Bibliográfico, Distribuição, Proibição</subject>
              <subject>Recurso Criminal, Provimento</subject>
              <geogname>Juiz de Fora</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com manchas e folhas quebradiças.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por: Lucas Navarro em 30/10/2018.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Se não tiver, o documento poderá ser solicitado em: https://ouvidoria.stm.jus.br/auth</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
            </userestrict>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos do Recurso Criminal n. 4.287/1967</unittitle>
                <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-002-4287/1967-001</unitid>
                <unitdate normal="1967/1968" encodinganalog="3.1.3">30/08/1967 a 13/02/1968</unitdate>
                <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 10 folhas, 01 volume.<lb/>Suporte: Papel.    </physdesc>
                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/7/8/7/7876865c4155ec65ed3944441855c1cd981f18bf02007dda6358be51f247895e/Recurso_Criminal_4287__1967__MG.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
          </c>
          <c otherlevel="" level="otherlevel">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Recurso Criminal n. 4.706/1972</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-002-4706-1972</unitid>
              <unitdate normal="1971/1972" encodinganalog="3.1.3">20/11/1971 a 18/07/1972</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 1 volume; 254 folhas.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
              <langmaterial encodinganalog="3.4.3">
                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
              </langmaterial>
              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_163265_actor">2ª Auditoria da Marinha da 1ª CJM (RJ e ES)*</corpname>
                <corpname id="atom_163266_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-234787334fdf9eea87fe3f99a6763d54" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>A Lei n. 3.991, de 5 de janeiro de 1920, que foi publicada no Boletim do Exército n. 286 na mesma data, autorizou a reorganização da Justiça Militar, com isso as Auditorias Militares puderam ser criadas.<lb/>Mediante o Decreto n. 14.450, de 30 de outubro de 1920, que aprovou o Código de Organização e Processo Militar, foram criadas 12 (doze) Circunscrições Judiciárias, sendo a 6ª Circunscrição correspondente ao Distrito Federal e pelos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.<lb/>O Decreto n. 15.635, de 26 de agosto de 1922, que trouxe modificações ao Código de Organização e Processo Militar, manda observar o decreto anterior no tocante às Circunscrições Judiciárias.<lb/>Em 26 de fevereiro de 1926, o Decreto n. 17.231-A alterou para 11 (onze) Circunscrições Judiciárias, passando então a corresponder a 1ª Circunscrição ao Distrito Federal e aos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.<lb/>O Decreto-Lei n. 925, de 2 de dezembro de 1938, dividiu a Primeira Circunscrição em cinco Auditorias: três com jurisdição no Exército e duas com jurisdição na Armada (Marinha).<lb/>Em 21 de outubro de 1969, pelo Decreto 1.003, essas duas últimas passaram a se denominar respectivamente 1ª e 2ª Auditorias da Marinha da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, mas sem alterar a área de jurisdição.<lb/>Em 19 de outubro de 1993, pela Lei n. 8.719, foram denominadas respectivamente de 1ª, 2ª Auditorias da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, denominação que se manteve inalterada com o advento da Lei 10.333, de 19 de dezembro de 2001.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Luiz Carlos Prestes e outros recorrem contra a decisão do Conselho Permanente de Justiça da 2ª Auditoria da Marinha da 1ª CJM, que decretou a prisão preventiva dos recorrentes em virtude de atividade do Partido Comunista Brasileiro.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <corpname role="Produtor" id="atom_163265_actor">2ª Auditoria da Marinha da 1ª CJM (RJ e ES)* </corpname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_163266_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_163267_actor">Alcides Vieira Carneiro* </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_163270_actor">Luiz Carlos Prestes </persname>
              <subject>Prisão preventiva</subject>
              <subject>Recurso criminal, provimento, negação</subject>
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            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Em bom estado de conservação.</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrito por Carlos César em 11/10/2019.</date>
              </p>
            </processinfo>
            <originalsloc encodinganalog="3.5.1">
              <p>Acervo de Recursos Criminais, caixa 145.</p>
            </originalsloc>
            <relatedmaterial encodinganalog="3.5.3">
              <p>Processo 159/71-C.</p>
            </relatedmaterial>
            <accessrestrict encodinganalog="3.4.1">
              <p>Sem restrição de acesso, dando-se preferência ao acesso on-line, caso este esteja disponível no sítio do Superior Tribunal Militar.<lb/>Caso não esteja, o documento poderá ser solicitado à Ouvidoria do STM.</p>
            </accessrestrict>
            <userestrict encodinganalog="3.4.2">
              <p>Sem restrição de reprodução, mediante autorização e compromisso de crédito.</p>
            </userestrict>
            <c otherlevel="" level="otherlevel">
              <did>
                <unittitle encodinganalog="3.1.2">Autos do Recurso Criminal n. 4.706/1972</unittitle>
                <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-002-4706-1972-001</unitid>
                <unitdate normal="1971/1972" encodinganalog="3.1.3">20/11/1971 a 18/07/1972</unitdate>
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        Dimensão: 1 volume; 254 folhas.<lb/>Suporte: papel.    </physdesc>
                <dao linktype="simple" href="http://172.16.0.170/uploads/r/superior-tribunal-militar-in/e/a/3/ea34d57f205b0732b1ceda9d873ddefc73cbd8b64fed2baa07b0ff81f0a88ed5/Recurso_Criminal_4706__1972__-_Luis_Carlos_Prestes_e_outros_otimizado.pdf" role="master" actuate="onrequest" show="embed"/>
              </did>
              <odd type="publicationStatus">
                <p>Publicado</p>
              </odd>
            </c>
          </c>
          <c otherlevel="" level="otherlevel">
            <did>
              <unittitle encodinganalog="3.1.2">Recurso Criminal n. 5.359/1980</unittitle>
              <unitid encodinganalog="3.1.1" repositorycode="BR DFSTM">002-002-001-005-001-003-003-002-5359-1980</unitid>
              <unitdate normal="1980/1982" encodinganalog="3.1.3">22/10/1980 a 09/07/1982</unitdate>
              <physdesc encodinganalog="3.1.5">
        Dimensão: 5.785 folhas,  15volumes, 03 Apensos,<lb/>Suporte: papel    </physdesc>
              <repository>
                <corpname>Superior Tribunal Militar-STM (Custodiador)*</corpname>
              </repository>
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                <language langcode="por">português do Brasil</language>
                <language scriptcode="Latn">latim</language>
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              <origination encodinganalog="3.2.1">
                <corpname id="atom_1236655_actor">Auditoria da 5ª Região Militar (PR, SC)</corpname>
                <corpname id="atom_1236656_actor">Superior Tribunal Militar</corpname>
              </origination>
            </did>
            <bioghist id="md5-195729304b70f5fdad9d214577d2b8ce" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com o advento do Decreto n. 24.803, de 14 de julho de 1934, ficou determinado que as Auditorias deveriam  ter a denominação da respectiva Região Militar.<lb/>O Decreto n. 925, de 2 de dezembro de 1938, determinou que, para a administração da Justiça Militar, haveria, em cada Região, uma Auditoria com competência acumulada para as três Forças.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <bioghist id="md5-3b96cf41c17e226a0dbfc4e359804f5f" encodinganalog="3.2.2">
              <note>
                <p>Com a redemocratização, após o Estado Novo, a Corte castrense passou a se denominar Superior Tribunal Militar, por força da mudança promovida pela Carta Constitucional de 1946. Permaneceu na esfera ordinária o disciplinamento quanto à estrutura da Corte. Em 1961 foi instituído, pelo próprio Tribunal, o rodízio entre as três Armas na presidência do órgão.<lb/>O Ato Institucional nº 2, de 1965, modificou o texto da Constituição de 1946, ampliando para quinze membros a composição do STM, tal como no início do período republicano (Decreto nº 149/1893), sendo quatro do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. A Constituição de 1967 incorporou o texto do AI-2, transferindo para o corpo constitucional o disposto sobre a composição do STM.<lb/>Em maio de 1965, ocorreu fato inédito na história da Corte: um ministro civil assumiu, ainda que interinamente, sua presidência. O ministro Washington Vaz de Mello ocupou o cargo por três meses, em virtude de doença do então titular, até a eleição do sucessor.<lb/>Sob a égide da Constituição de 1967, ficou definida a competência da Justiça Militar para julgar civis e assemelhados por crimes contra a Segurança Nacional. Também foi determinada a competência originária do Superior Tribunal Militar para julgar Governadores de Estado e seus Secretários nos crimes contra a Segurança Nacional.<lb/>Essa Carta previa a possibilidade de interposição do Recurso Ordinário ao Supremo Tribunal Federal das decisões proferidas contra civis, governadores e secretários de Estado (art. 122). Nesse período, a garantia do habeas corpus foi suspensa nos casos de crimes políticos contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular, por força do art. 10 do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968.<lb/>A partir de então, não raras foram as vezes em que renomados juristas, a exemplo de Heleno Fragoso e Sobral Pinto e Evaristo de Morais, atuaram perante a Justiça Militar da União na defesa da liberdade de muitos perseguidos políticos.<lb/>A Emenda Constitucional nº 1 (artigos 127 a 129), sem alterar os conceitos básicos do Estatuto anterior, conferiu competência à Justiça Militar para julgar os delitos praticados por ou contra os milicianos, no exercício de serviço de policiamento.<lb/>Em 21/10/1969, foram editados os Decretos-lei nºs 1001 e 1002, respectivamente, Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, ainda vigentes.<lb/>A composição do Superior Tribunal Militar, da mesma forma como dispunha o Ato Institucional nº 2, foi prevista no art. 128 da referida Emenda Constitucional nº 1: quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três entre oficiais-generais da ativa da Marinha, quatro entre oficiais-generais da ativa do Exército, três entre oficiais-generais da ativa da Aeronáutica e cinco entre civis.<lb/>Com o advento da Constituição Federal de 1988, a estrutura da Justiça Militar da União passou a ser delineada pelos artigos 122 e 123, dispondo que são órgãos da Justiça Militar o Superior Tribunal Militar e os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. A atual composição do STM é integrada por quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo três dentre Oficiais Generais da Marinha, quatro dentre Oficiais Generais do Exército e três dentre Oficiais Generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco civis, três advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e dois, por escolha paritária dentre juízes-auditores e membros do Ministério Público Militar.<lb/>No que diz respeito à competência dos órgãos da Justiça Militar, o caput do art. 124 da Constituição Federal estabelece que compete à Justiça Militar “processar e julgar os crimes militares definidos em lei”, delegando à legislação ordinária a organização, disposição, funcionamento e competência da Justiça Militar da União.<lb/>A organização e o funcionamento da Justiça Militar da União estão disciplinados pela Lei nº. 8.457, de 4 de setembro de 1992. No referido diploma, o artigo 1º define como órgãos da Justiça Militar da União: o STM; a Auditoria de Correição; os Conselhos de Justiça; os Juízes-Auditores; e os Juízes-Auditores Substitutos. Todas as Auditorias, bem como o STM, têm jurisdição mista, competindo-lhes, portanto, processar e julgar os crimes militares praticados por civis e/ou militares integrantes das Forças Armadas.</p>
              </note>
            </bioghist>
            <odd type="publicationStatus">
              <p>Publicado</p>
            </odd>
            <scopecontent encodinganalog="3.3.1">
              <p>Ministério Público Militar junto à  Auditoria da 5ªCJM entra com recurso contra a sentença que declarou extinta a punibilidade, pela anistia de alguns civis e militares, no Paraná.  Acordam os Ministros em negar provimento ao recurso interposto, por não conhecer do Pedido de Revisão, por ser o mesmo incabível na espécie.</p>
            </scopecontent>
            <controlaccess>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239014_actor">Reinoldo Von Groll </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1237021_actor">Euzebio Teixeira Dornelles </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1237130_actor">Odilon Vieira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1237131_actor">Alcindor Aires </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1237133_actor">Valdetar Antonio Dorneles </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1238991_actor">Adão Oliveira da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1238992_actor">Abraão Antônio Dornelles </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1238993_actor">Silvino Souza Fraga </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239005_actor">Antônio Ribeiro Vogt </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239008_actor">João Batista Figueira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239010_actor">Pedro Campos Bones </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239011_actor">João Antônio Jaques </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1237018_actor">Adamastor Antônio Bonilha </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239041_actor">Arsênio Blatt </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239044_actor">Arcelino Blatt </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239048_actor">Arcelino Alves Dornelles </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239049_actor">Virgílio Soares de Lima </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239051_actor">Silvano Soares dos Santos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239052_actor">Manoel Ayres </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1239053_actor">Alípio Charão Dias </persname>
              <corpname role="Recorrente" id="atom_1239054_actor">Procuradoria Militar da Auditoria da 5ª CJM </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1700867_actor">Leonel de Moura Brizola </persname>
              <persname role="Recorrente" id="atom_1714637_actor">Marcos Darcy Silveira Ribeiro </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1741518_actor">Alcindor Ayres </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236923_actor">Eliseu Torres </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1236656_actor">Superior Tribunal Militar </corpname>
              <corpname role="Origem" id="atom_1236658_actor">Ministério do Exército* </corpname>
              <persname role="Juíz(a)-Auditor(a)" id="atom_1236661_actor">Darcy Ricetti* </persname>
              <persname role="Relator(a)" id="atom_1236662_actor">Waldemar Torres da Costa* </persname>
              <persname role="Revisor(a)" id="atom_1236664_actor">Grum Moss </persname>
              <persname role="Advogado(a)" id="atom_1236674_actor">Roberto de Alencar Osório </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236770_actor">Dagoberto Rodrigues </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236774_actor">José Wilson da Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236784_actor">Nilo Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236786_actor">Ivo de Magalhães </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236917_actor">Max da Costa Santos </persname>
              <corpname role="Produtor" id="atom_1236655_actor">Auditoria da 5ª Região Militar (PR, SC) </corpname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236924_actor">José Guimarães Neiva Moreira </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236925_actor">Paulo Schilling </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236981_actor">Sibilus Viana </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236982_actor">Amaury Silva </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236989_actor">Maia Neto </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236990_actor">Alfredo Ribeiro Daudt </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236996_actor">Fernando Souza Costa Filho </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236997_actor">Aldo Arantes </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1236998_actor">Jefferson Cardin de Alencar Osório </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1237006_actor">Alberi Vieira dos Santos </persname>
              <persname role="Envolvido(a)" id="atom_1237008_actor">Firmo Chaves </persname>
              <genreform>Textual*</genreform>
              <subject>Subversão</subject>
              <subject>Lei de Segurança Nacional</subject>
              <subject>Recurso Criminal, Negação</subject>
              <geogname>Curitiba</geogname>
            </controlaccess>
            <phystech encodinganalog="3.4.3">
              <p>Processo com manchas e folhas quebradiças</p>
            </phystech>
            <processinfo>
              <p>
                <date>Descrição: Alessandra (CETEFE), em 20/11/2021</date>
              </p>
            </processinfo>
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              <p>Sem restrição de reprodução</p>
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            <c otherlevel="" level="otherlevel">
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        Dimensão: 1 caixa - 6 processos<lb/>Suporte:- Papel    </physdesc>
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